sábado, 6 de julho de 2013

PROPOSTA DE PAUTA DAS ASSEMBLÉIAS REGIONAIS DO DIA 11 DE JULHO: PARA SER DISCUTIDA NAS ESCOLAS

 
A. SALARIAIS:
1.    Implementagáo do Piso como básico salarial e sua devida repercussáo na carreira;
2.    Criagáo do Piso Salarial (conforme promessa do Governo) para os funcionários de escola, tendo como parámetro o valor do Piso Nacional do Magistério;
3.    Atualizagáo das promogbes para professores e funcionários de escola;
4.    Vale-refeigáo: Corregáo dos valores, fim do estorno e extenso aos aposentados e áqueles que esto em licenga-saúde;
5.    Pagamento imediato dos processos judiciais (precatórios, RPVs);
6.    Incluso de todos os funcionários no Plano de Carreira - Lei no 11.672/2001.
B. MULHERES:
1.    Auxílio Creche para as(os) filhas(os) das(os) Trabalhadoras(es) em Educagáo;
2.    Dispensa da professora ou funcionária para fazer os exames preventivos contra o cáncer;
3.    Isengáo da taxa (diferenga do IPE) paga pela categoria para os exames preventivos do cáncer;
4.    Exannes "menos invasivos" para detectar o cáncer de mama e que no so cobertos pelo IPE;
5.    Gratuidade do DIU hormonal como método anticoncepcional, a exemplo de outros planos de saúde;
6.    Licenga Maternidade de seis meses para as professoras e funcionárias contratadas;
7.    Vacinagáo contra a gripe A para todas(os) as(os) trabalhadoras(es) em educag5o;
8.    Delegacias especializadas para o atendimento das mulheres vítimas de violencia;
9.    Construgáo de casas abrigo para o acolhimento das vítimas da violencia machista.
C. QUESTÓES PREVIDENCIÁRIAS:
1.    Manutengáo da paridade entre ativos e inativos;
2.    Garantia de atendimento médico (em todas as especialidades);
3.    Transparencia e prestagáo de cantas dos recursos do IPE ao Conselho Deliberativo do Instituto.
D. EDUCAÇÁO:
1.    Investimento dos 35% na educagáo, previstos na Constituigáo Estadual;
2.    Concurso Público para suprir todas as vagas existentes, tanto para professores como funcionários;
3.    Nenhum contratado, sem, no mínimo, as garantias previstas na CLT;
4.    Garantia do cumprimento da hora-atividade prevista na Lei do Piso;
5.    Autonomia para a gesto das escolas públicas. Fim do autoritarismo da SEDUC e CREs;
6.    Suspender a reforma do ensino medio para que a comunidade escolar possa debater urna nova proposta pedagógica para as escolas públicas.

UMA AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO VIII CONGRESSO DO CPERS/Sindicato

 
O congresso do CPERS/Sindicato é a segunda maior instância da nossa entidade e tem o papel de orientar as principais políticas e as mobilizações para o próximo período.
A pluralidade estabelecida na categoria exige que o congresso tenha espaços para as diferentes visões expressando a democracia que marca historicamente a trajetória do nosso sindicato.
A unidade que vem sendo construída nas últimas duas gestões se consolidou neste congresso, materializada na construção da Tese e Resolução da direção do CPERS, a partir do acúmulo e do programa estalebelecido pelos diversos campos políticos que compõem a direção.
Os militantes da CUT PODE MAIS do CPERS cumpriram um papel muito importante ao compreender a necessidade de estabelecermos esta unidade para defender a política da direção do CPERS, que tem como grande compromisso a defesa dos direitos dos trabalhadores em educação.
Esta construção exigiu a capacidade política dos nossos(as) companheiros(as) de entender a necessidade de uma metodologia diferenciada, pois envolviam diálogos entre organizações diferentes e plurais na sua visão política. As resoluções defendidas pelos companheiros(as) da CUT PODE MAIS mostraram o compromisso e a qualificação sobre o tema sempre contribuindo para a reflexão e a elaboração de políticas para o CPERS. A tese e as resoluções da direção significaram um esforço coletivo destas forças o que determinou o fortalecimento da direção, do sindicato, da categoria e do projeto político sindical que implementamos no CPERS.
Este fortalecimento ficou demonstrado na aprovação por ampla maioria de todas as resoluções propostas pela Tese 2, da direção. Na nossa avaliação o mais importante, tenha sido a aprovação de um processo de mobilização, com a participação massiva da categoria nas lutas e manifestações em curso no Estado e no País.
A deliberação por participar da Greve Geral, chamada para o dia 11 de julho de 2013, convocada pelas centrais sindicais, somando a pauta dos educadores(as) e a necessidade da Greve no atual ambiente de protestos.Esta pressão poderá forçar um processo de negociação com o governo trazendo avanços. O que para nossa categoria deve ser o centro o principal resultado do congresso.
A unidade da direção possibilitou que temas polêmicos, tais como, o debate sobre a CUT fossem tratados de forma madura, com respeito as diferenças, numa compreensão que sem um profundo debate esse tema só serviria para dividir a categoria. Esse tema polêmico foi apresentado por várias resoluções, tendo uma resolução apresentada pela CSPConlutas que contribuiu que o congresso não definisse pela desfiliação mas que apontasse para um debate futuro na base.
Numa conjuntura em que congressos de trabalhadores no País inteiro, em que categorias importantes de trabalhadores, que historicamente sempre estiveram dentro da CUT, estejam deliberando pela desfiliação da central, entendemos que a unidade da direção propiciou que não haja nenhuma deliberação sem antes amadurecermos em conjunto sobre o tema, com um olhar para a unidade da categoria e para os desafios que estão colocados para ela. Entendemos que numa conjuntura de reação e mobilização da sociedade e da classe trabalhadora, a organização da luta deve ser a nossa prioridade e as disputas entre as centrais devem estar secundarizadas neste momento.
Outro tema polêmico foi a resolução sobre “Não votar em Tarso, em 2014”. Esta resolução poderia colocar o CPERS numa fragilidade política, onde todas as nossas ações, a partir do Congresso, fossem consideradas movimentos partidários e não na defesa da classe trabalhadora. A direção do CPERS votou contra esta resolução. Defendemos que o centro da política do congresso jamais poderia ser a disputa partidária, mas a prioridade do congresso dever ser o de chamar e armar a categoria para a luta.
Também havia a resolução que propunha a expulsão dos sócios do CPERS que atuam junto a governos. Compreendemos que isto, por concepção, seria um equívoco, já que conforme Lênin e Marx, o sindicato é uma frente de trabalhadores e não uma entidade de pensamento único que se aparelha a partir de uma visão partidária. Por isso a direção votou contra esta resolução que foi rejeitado por ampla maioria de delegados(as).
Por fim, este congresso deixa um saldo muito positivo para todos os trabalhadores(as) em educação do Estado, demonstra a unidade e a consolidação das políticas que vem sendo implementadas pelo sindicato e a sintonia destas com sua base.
Consolidou a CUT PODE MAIS no CPERS, simbolizada com o crescimento do número de delegados(as), inclusive, ampliando este campo a partir da realização deste congresso, com a inserção de novos militantes e quadros políticos.
O CPERS/Sindicato sai deste congresso fortalecido e renovado e com muita capacidade mobilização. Acreditamos que isto ocorre porque segue um programa baseado nos princípios da democracia, participação, autonomia e independência. Devido a sua capacidade de estabelecer diálogos plurais, articular e consolidar redes de relações com os diferentes movimentos e organizações de esquerda, sem deixar-se cooptar, produzindo sínteses, o que qualifica cada vez mais sua capacidade de intervenção na sociedade e sua sintonia com a categoria.
Esta é uma avaliação que está em aberto e que tem o objetivo de contribuição para o debate neste primeiro momento.
Rejane de Oliveira, Tânia Freitas, Nei Sena e Paulo Dapper
Direção Estadual CPERS/Sindicato

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Deflagrada operação contra fraude em concurso público estadual

São cumpridos mandados de busca e apreensão em Porto Alegre

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Fazendária (Defaz), deflagrou na manhã desta quinta-feira a operação Konkurado que busca desarticular uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos no Rio Grande do Sul. Devem ser cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 13 de condução coercitiva (prestação de esclarecimentos) em Porto Alegre.

A investigação começou há 10 meses. A quadrilha teria falsificado documentos para fraudar concurso público e contaria com ajuda de servidores públicos do Estado. Também estariam envolvidos no esquema entidades privadas.

O grupo estaria envolvido em crimes contra a Administração Pública (peculato, corrupção passiva);  fé pública ( alsificação de documentos públicos, fraude em concurso público); e formação de quadrilha.

Um dos locais visitados pela polícia é a Fundação para o Desenvolvimento dos Recursos Humanos (FDRH), que fica na avenida Praia de Belas, na Capital. Cerca de 100 agentes em 40 viaturas, coordenados pelos delegados Daniel Mendelsk e Joerberth Nunes, participam da ofensiva.
Fonte Correio do Povo

Médicos protestam no Rio de Janeiro com passeata no centro da cidade

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Para marcar o dia nacional de mobilização contra a contratação de médicos estrangeiros sem revalidação do diploma, cerca de 3 mil médicos fluminenses, segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), participaram hoje (3) de um protesto em frente à Câmara de Vereadores, no centro da cidade. A Polícia Militar, que acompanhou toda a manifestação, considerada pacífica, estimou os participantes em cerca de mil.
De lá, o grupo partiu em direção à Secretaria de Saúde, na Rua México. O protesto só terminou no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), quando os manifestantes ocuparam toda a escadaria do local.
Além de exigirem mudanças na rede de saúde pública, os profissionais são contra a importação de médicos proposta pelo governo federal. Eles exigem também melhores salários e condições de trabalho. Durante o ato, os médicos gritaram palavras de ordem e exibiram cartazes com os dizeres "Queremos dignidade" e "Exigimos melhorias no SUS [Sistema Único de Saúde]", entre outros.
A Rua México, no trecho entre a Rua Araújo Porto Alegre e a Avenida Almirante Barroso, chegou a ser interditada por volta das 12h. Os médicos também passaram pela Rua Evaristo da Veiga, causando transtornos no trânsito da Avenida Rio Branco.


Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, o debate sobre a crise de saúde no estado foi ignorado pelas autoridades nos últimos anos. Ele acredita que isso tenha dado abertura para que fosse cogitada a contratação de médicos estrangeiros.
"O governo fala muito em importar médicos, mas não fala, em nenhum momento, em dar condições de trabalho para aqueles médicos que se sacrificam todo dia para poder exercer sua profissão. Nós temos profissionais extremamente competentes, não precisamos de médicos estrangeiros para que ocorra uma melhoria na saúde do nosso país", disse Darze.
Para o diretor-geral do Cremerj, Pablo Queimadelos, a vinda de profissionais de saúde estrangeiros para trabalhar no Brasil é "irresponsável” e prejudicará os pacientes. "É um absurdo querer contratar médicos estrangeiros e não capacitar a nossa mão de obra. O povo precisa entender que isso é um verdadeiro atentado à saúde pública do nosso país. Não vamos permitir que se contratem médicos de outros países com um salário de até R$ 10 mil e não se invista absolutamente nada na saúde a curto e médio prazos", disse o médico.
Apesar da manifestação, as secretarias de Saúde do estado e do município e a Representação do Ministério da Saúde no Rio informaram que todas as unidades das redes funcionam normalmente e que não houve relato de falta ou interrupção no atendimento de emergência.

CPERS: categoria discute a realização de greve no início do semestre


Os educadores da rede estadual poderão não reiniciar as aulas no segundo semestre. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira 3, em coletiva de imprensa, na sede do CPERS/Sindicato, em Porto Alegre. A intenção é forçar o governo a negociar a pauta de reivindicações da categoria e cumprir as promessas de campanha.

O assunto será debatido em assembleias regionais que deverão acontecer no próximo dia 11, mesmo dia da greve geral, e decidido em Assembleia Geral da categoria, marcada para o próximo dia 12, às 13h30, no auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. 

A posição favorável à paralisação foi uma das deliberações do VIII Congresso Estadual do CPERS/Sindicato, ocorrido nos dias 28, 29 e 30 de junho, em Bento Gonçalves. O encontro debateu, entre outros temas, as condições de trabalho e o descumprimento de promessas pelo governo. 

Além das péssimas condições de trabalho a que estão submetidos os educadores e os alunos, o governo se nega a cumprir a lei do piso e a criar, conforme promessa do hoje governador, um piso para os funcionários de escola. 

GREVE GERAL 

Durante a coletiva, a direção do sindicato reafirmou a participação da categoria na greve geral do próximo dia 11 e nas demais manifestações organizadas pela juventude e pelos trabalhadores. 


Fonte: Site CPERS

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Projeto prevê isenção de IR sobre remuneração de professores

Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 2607/11, do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que concede isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física sobre a remuneração de professores. Pela proposta, para ser beneficiado, o profissional precisa estar em efetivo exercício na rede pública de educação infantil, fundamental, média e superior.
O autor do projeto entende que cabe ao poder público criar mecanismos que incentivem o maior número possível de pessoas a exercer o magistério. “Ao longo dos anos, percebemos o quanto o professor tem sido sacrificado, não só no aspecto salarial, como também na tributação de seus ganhos. Educar é uma arte. Mas também é um trabalho de grande impacto social, com repercussão no desenvolvimento do País”, argumenta.
Administração pública
O deputado cita como exemplo da importância da carreira o fato de que muitos juízes, legisladores e altos funcionários da administração pública já foram professores e usam a experiência adquirida na relação com os alunos para o desempenho de suas funções públicas.

“O magistério já é, por si mesmo, sacrificante, exigindo dedicação absoluta de quem o exerce. É justo que se dê aos profissionais dessa área um tratamento condigno”, avalia Bornier.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Votação do Plano Nacional de Educação está atrasada há 3 anos


Diferentemente do projeto dos royalties do petróleo, que será apreciado nesta terça-feira (02) no Senado, o Plano Nacional de Educação ainda não tem data para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa. Tramitando no Congresso desde dezembro de 2010, o texto traçaria 20 metas educacionais para o período entre 2011 e 2020. Na teoria, ele deveria entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2011. Na prática, como está atrasado, sua vigência valerá até 10 anos a partir de sua entrada em vigor. Só na Câmara dos Deputados, o texto recebeu mais de três mil emendas.
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Dentre as 20 metas do PNE, estão a inclusão de 3,2 milhões de crianças e adolescentes na educação básica e a equiparação dos salários dos docentes com profissionais de outras áreas com escolaridade equivalente. A 20ª meta, a reserva de 10% do PIB para a educação, é considerada por especialistas como a mais significativa do texto. Para o governo federal, ela só seria cumprida se o projeto de lei original que reservava 100% dos royalties para a Educação fosse aprovado sem alterações.
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Para a diretora-executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, apesar de muitos manifestantes terem levado cartazes onde se pedia “10% do PIB para a Educação”, a aprovação do PNE não entrou na pauta dos protestos que lotaram as ruas do país.
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- O PNE não ganhou a grande massa. Se você perguntar para uma pessoa na rua o que é o PNE, provavelmente ela não vai saber responder. Mas se houver uma pressão popular, o voto do parlamentar será influenciado – disse a diretora-executiva do Todos pela Educação.
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Priscila afirma ainda que o atraso em quase três anos de vigência do PNE deixa estados e municípios sem coordenação, o que reduziria o impacto de políticas concertadas:
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 - Eles ficam sem coordenação, sem alinhamento. Enquanto o PNE não é aprovado, alguns os governos estaduais e municipais fazem planos locais e até tentam antecipar as metas, mas não são todos que têm essa boa vontade.
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Fonte: O Globo (RJ)

Parceria pioneira entre IPE e FEE vai proporcionar a criação do Indicador de Desempenho Previdenciário

O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE) e a Fundação de Economia e Estatística (FEE) assinaram nesta terça-feira (2/7) um acordo de cooperação técnica para desenvolver o Indicador de Desempenho Previdenciário (IDP). A iniciativa é pioneira no País e dará condições de compor séries históricas, inicialmente voltadas para o Fundoprev, fundo de previdência dos novos servidores públicos estaduais criado em 2011. O trabalho contará com o suporte da UFRGS por intermédio da professora Maris Caroline Gosmann, coordenadora da graduação em Ciências Atuariais.
O presidente do IPE, Valter Morigi, comemorou a parceria entre as duas entidades e destacou a importância do trabalho como modelo para outros estados. “Este trabalho vai aproximar a FEE do IPE, especialmente da diretoria de previdência, para termos o nosso IDP que servirá de apoio nas tomadas de decisão na gestão do Fundoprev. Confiamos no sucesso desta parceria para, inclusive, servir de exemplo junto às entidades nacionais de previdência”, projetou Morigi que também comanda a Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem).
O equilíbrio do sistema previdenciário e os cálculos atuariais são demandas recorrentes dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs). Os indicadores possibilitam um diagnóstico mais preciso sobre os principais pontos que afetam a saúde financeira e institucional dos RPPSs. Na construção do IDP serão utilizados indicadores como: reservas constituídas, comprometimento da receita corrente líquida, maturidade previdenciária, comprometimento corrente, comprometimento fiscal com pessoal e enquadramento legal.
Para o presidente da FEE, Adalmir Marquetti, a idéia da parceria é antiga e importante para as duas entidades. “Há um bom tempo a Fundação trabalha com este tema e sabemos que estes estudos podem gerar efeitos positivos sobre as finanças públicas do Estado. O IPE cumpre um papel importante do gerenciamento da previdência estadual e unindo esforços podemos dar nossa contribuição ao sistema previdenciário”.
O diretor de previdência do IPE, Ari Lovera, destacou a proximidade da UFRGS no trabalho. “Com a metodologia implementada e o suporte técnico da Universidade poderemos implementar o acompanhamento dos Regimes Próprios, saber como se comportam e qualificar o sistema do RS para buscar certificação nacional”.
O acordo prevê, ainda, acesso aos dados e espaços de trabalho do IPE, resguardadas as eventuais questões sigilosas, confidenciais e (ou) estratégicas, que dependerão de previa solicitação e analise por parte do Instituto. Estas atividades de pesquisa deverão resultar em eventos como seminários, congressos, e em produtos acadêmicos como artigos, teses e dissertações, com recomendações estratégicas e desenvolvimento tecnológico aplicado em previdência pública.
Fonte: Site IPE

terça-feira, 2 de julho de 2013

Saúde pública

Seringas e agulhas, só com selo de aprovação do Inmetro

Produtos fabricados antes da data podem ser utilizados até o vencimento, empresas tem até o final do ano para se enquadrar nas alterações

Agência Brasil


Brasília  - A partir de hoje (1), as agulhas e seringas fabricadas no Brasil devem ter o selo de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O selo certifica que os produtos seguem os requisitos de saúde e segurança exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caberá à Anvisa fiscalizar se os produtos ostentam o selo do instituto.

Os produtos fabricados antes desta data podem ser comercializados e utilizados até a data de validade, mesmo sem o selo de identificação da conformidade. Fabricantes, importadores e comerciantes que apresentarem produtos fora do padrão estarão sujeitos às penalidades previstas na lei, entre elas, notificações e multas. Fabricantes e importadores terão prazo de adequação até 30 de dezembro de 2013.

O chefe da Divisão de Orientação e Incentivo à Qualidade, André Santos, explicou que a decisão do Inmetro de incluir agulhas e seringas na lista de produtos com certificação compulsória surgiu depois que o instituto analisou 13 marcas de seringas e agulhas usadas para injetar medicamentos, em 2010. Apenas duas estavam com as amostras dentro da conformidade.

Os principais problemas encontrados nas agulhas hipodérmicas analisadas estavam relacionados à possibilidade de ferimentos, de contaminação e desperdício de medicamentos, além do fato de a agulha não possuir resistência à corrosão na cânula (tubo de aço). No caso das seringas, o produto deve ser fabricado sob condições que garantam a ausência de contaminantes.

Acessórios descartáveis, encaixados no scalp (couro cabeludo) para terapias intravenosas, ou em agulhas que estão no paciente também terão de passar por avaliação do Inmetro, por conta dos problemas encontrados, relacionados a vazamentos, velocidade inadequada do fluxo do medicamento (gotejamento), conexões defeituosas ou fora do tamanho padrão e esterilidade comprometida.

Segundo PRF, 22 rodovias federais estão interditadas por caminhoneiros

Minas Gerais é o Estado mais afetado, com 12 rodovias interditado

Minas Gerais  - De acordo com balanço mais recente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), caminhoneiros interditaram, parcialmente ou completamente, 22 rodovias federais em seis estados nesta segunda-feira (1º). Minas Gerais é o estado mais afetado, com 12 rodovias interditadas. A BR-381, no município de Betim (MG), foi interditada totalmente, nos dois sentidos.

A BR-392, no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, também sofre interrupção total do tráfego. Conforme a PRF, são 80 caminhoneiros que, desde as 15h, bloqueiam a pista. Além de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com duas manifestações no total, caminhoneiros ocupam rodovias na Bahia (três), no Espírito Santo (quatro), em Mato Grosso (uma) e no Pará (uma). Com exceção das rodovias em Betim e Santa Maria, não há bloqueio total da pista.

A Advocacia-Geral da União (AGU) aguarda informações da PRF sobre as recentes manifestações de caminhoneiros para decidir sobre ações judiciais. No domingo (30), a Justiça Federal no Rio de Janeiro deu liminar proibindo a paralisação do tráfego nas rodovias federais.

Fonte: Diário de Canoas

Manifestações mobilizaram Canoas e Nova Santa Rita

Atos pacíficos nas duas cidades foram marcados por caminhadas na BR-116 e BR-386


Canoas  - Um protesto pacífico marcou o início da noite de ontem na cidade. Aproximadamente 60 pessoas, conforme a Brigada Militar, se reuniram na Praça do Avião, na região Central, para reivindicar mais investimentos em saúde, menores tarifas no transporte coletivo e condenavam a corrupção. O grupo caminhou pelo Centro onde os comerciantes que ainda trabalhavam saíram das lojas para olhar o movimento. Muitos aplaudiam ou gritavam palavras de ordem em apoio à manifestação. O aposentado Ornindo Silveira decidiu acompanhar o protesto para pedir mais saúde para a população. “As pessoas esperam muito tempo por um leito, por uma cirurgia, por acesso à saúde que deveria ser um direito”, reclama o aposentado.

O grupo formado por pessoas de todas as idades também ganhou a simpatia de alguns motoristas que dirigiam pela Rua 15 de Janeiro no momento da ocupação da via. Por cerca de 20 minutos eles fecharam a Avenida Getúlio Vargas, paralela à BR-116, no sentido interior – capital. Os manifestantes percorreram a faixa na altura da Rua Domingos Martins até novamente chegarem à Praça do Avião, onde foi encerrado o ato. Diferente da última manifestação, ocorrida na última segunda-feira, não houve registros de violência, segundo o comando do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que enviou cem policiais para acompanharem o protesto. “E isso que nós queríamos, mostrar que é possível fazer manifestação sem vandalismo”, ressalta um dos organizadores do ato, Cristian Freitas.

Nova Santa Rita
O segundo protesto realizado na cidade mobilizou pouco mais de 50 pessoas ontem, segundo a Brigada Militar, bem menos do que as duzentas da semana passada. Pouco depois das 15 horas um grupo se concentrou em frente à garagem do consórcio Vianova, na avenida Getúlio Vargas, principal acesso ao bairro Berto Círio. Por volta das 18 horas outro grupo se reuniu no trevo de acesso à cidade, de onde partiu em caminhada pela BR-386 até a empresa responsável pelo transporte coletivo. 
Os 15 jovens foram escoltados por três equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF),deixando em meia pista o trânsito no sentido interior/capital. Não houve registro de congestionamento e nem de incidentes, informou o tenente Paulo César Camargo Teixeira, da BM. De acordo com a estudante Elisa Linn Medeiros, a principal reivindicação é a melhoria do serviço e a redução do valor da passagem no transporte coletivo. O grupo pretende agendar uma reunião com a prefeita Margarate Ferretti para tratar do assunto.

Fonte: Diário de Canoas

Milhares de operários param e paralisam obra de ampliação da Refap

Trabalhadores e empresas estão no local em negociação com o grupo

Canoas  - Cerca de 3 mil funcionários da UTC Engenharia, empresa responsável pelas obras de ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini, estão concentrados em frente à unidade da Petrobras desde as 7 horas da manhã desta terça-feira.

O grupo reivindica reajuste salarial, entre outros benefícios, como a possibilidade de visitar com mais frequência a terra natal, já que a maior parte dos operários vem de outros estados. Trabalhadores e empresas estão em negociação.

Fonte: Diário de Canoas

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Direita e esquerda contra Dilma


Postado por Juremir em 30 de junho de 2013 - Uncategorized
Tudo está em disputa.
As contestações começaram pela esquerda.
Os primeiros ataques vieram pelo flanco esquerdo ao PT.
Em Porto Alegre, anarquistas, PSOL e PSTU abriram fogo.
Com razão.
Aos poucos, pelo Brasil, a direita entrou em campo na luta para transformar as manifestações em combate ao governo Dilma pelo que ele tem de pior – as alianças espúrias e os arranjos com a velha forma de fazer política – e, principalmente, pelo que ele tem de melhor, as políticas sociais.
O combate à corrupção é, como se diz, uma faca de dois gumes.
No primeiro gume, ético, investe corretamente contra o desvio do dinheiro público.
No segundo gume, ideológico, tenta fazer crer que nunca existiu tanta corrupção como hoje. É uma manobra estratégica para colar um rótulo no PT e desqualificar os dez anos de governos de Lula e Dilma voltados para o social. A direita, que está cada vez mais barulhenta, preocupa-se menos com a corrupção do que com a possibilidade de liquidar Dilma e o PT para, quem sabe, recuperar os seus privilégios e decretar o fim do Bolsa-Família, das cotas, do ProUni, do Minha Casa Minha Vida, etc.
Tem reacionário babando de raiva desses dez anos de petismo voltado, apesar de tudo, para o social e tem reacionário vibrando com a possibilidade de transformar as manifestações em luta partidária.
É preciso desiludir esses conservadores: a galera na rua está se lixando para tucanos, demos, pepistas e outros da mesma estirpe. Ela quer muito mais. Nada de retorno ao passado. Salto para o futuro.
As bandeiras contra os impostos e por mais segurança não deixam de ser justas, mas revelam o viés de quem não está interessado em tornar o país menos desigual. Na entrada da direita em cena há muito de 50 anos atrás, o velho ódio a qualquer governo de centro esquerda, a velha fúria contra a perda de privilégios históricos disfarçada de apreço pela moralidade extrema e por um passado inexistente.
Os lacerdinhas saíram da toca.
As manifestações, pelo jeito, podem decepcioná-los.
Elas são também contra eles.
Em termos de corrupção nada há de novo no front: é só a velha roubalheira de todos os governos, de todos os tempos, de todos os partidos, de todos os períodos históricos, o que, quem estuda a história do Brasil, sabe de cor e salteado. Mas, quando a direita está na oposição, sendo ela controladora da mídia e não tendo outro ângulo de ataque, isso se torna cavalo de batalha para desconstruir governos de centro-esquerda. Foi assim com Getúlio Vargas, em 1954, e com Jango, em 1964.
Em resumo, a direita está tentando usar as manifestações para se livrar do petismo pelo que o petismo tem de ruim – a adaptação aos métodos da direita – e de bom, a política social.
Deve-se, portanto, condenar as manifestações por terem caído nas mãos da direita?
Não.
Por que não?
Porque a direita não está entendendo nada.
Fonte: Correio do Povo
As manifestações são contra as maracutaias dos que estão no poder e contra o sistema inventado e alimentado por ela, direita, ao longo dos tempos, o sistema de dominação econômica, política e midiática. O resto é ódio pingando pelo queixo dos que vivem bem quando o Brasil vai pior.
Tanto a direita está fazendo jogo de cena que se já se posicionou contra a consulta popular.
Ela não quer que a população tome as rédeas do Brasil.
Só quer desestabilizar o governo Dilma em proveito próprio.
Teme que o povo, consultado, acabe com todos os seus privilégios.
A tática pode, no entanto, funcionar.
Para evitar que isso aconteça, povo neles.
Fonte:Correio do Povo

CPERS reúne educadores em Congresso Estadual em Bento Gonçalves Pela primeira vez o CPERS realiza o Congresso fora de Porto Alegre

Pela primeira vez o CPERS realiza o Congresso fora de Porto Alegre

O CPERS/Sindicato realiza entre os dias 28 e 30 de junho, na Fundaparque, em Bento Gonçalves/RS, o seu VIII Congresso Estadual. Cerca de 1800 educadores, eleitos nos 42 núcleos da entidade, participarão do encontro. Será a primeira vez que a entidade realizará o seu Congresso fora de Porto Alegre. 

A abertura oficial do Congresso acontece na sexta-feira 28, às 16 horas. O congresso irá definir as linhas gerais de atuação do sindicado para os próximos anos. Serão apontadas propostas visando avanços na defesa de direitos e de novas conquistas para a categoria. O Congresso acontece num momento de resistência aos ataques sofridos cotidianamente pela categoria e pela educação pública brasileira. 

Fonte: jornalsemanario.

Fissuras nos trilhos do Trensurb causam lentidão das operações


Segundo Trensurb, frio ocasionou o problema nos trilhos - Foto: Mateus Ferraz / Rádio Gaúcha (Arquivo)
Técnicos identificaram duas fissuras nos trilhos do Trensurb. O problema atrapalha o deslocamento dos trens durante a manhã desta segunda-feira.
O primeiro defeito foi registrado entre as estações Niterói e Anchieta. Com isso, as composições precisam passar pelo local com velocidade reduzida, em torno de 10km/h.
O segundo foi localizado entre as estações Luiz Pasteur e Esteio. As duas fissuras foram registradas no sentido Interior-Capital.
Segundo o chefe do Setor de Controle Operacional da Trensurb, Nelson Frizzo, o problema ocorre quando há mudanças bruscas de temperatura. A via é unida por soldas que seguram os trilhos. Quando tem mudança de temperatura grande há possibilidade de fissura. Técnicos não encontraram risco de descarrilamento, mas os trens precisam passar pelo local com velocidade reduzida, o que acarreta lentidão desde São Leopoldo até Porto Alegre.
O reparo será feito sem interrupção das operações. Para realizar o conserto, que deve ocorrer ainda pela manhã, os técnicos vão furar os trilhos, colocar talas de ferro e parafusar para voltar a dar unidade na via. O primeiro reparo será feito entre as estações Luiz Pasteur e Esteio.
Fonte: clicrbs


Câmara de Vereadores de Santa Maria é desocupada

Presidente da Casa assinou documento em que se comprometeu a afastar o procurador jurídico

Começou na madrugada desta segunda-feira a desocupação da Câmara de Vereadores de Santa Maria, invadida há seis dias por manifestantes. Por volta das 8h30min, restavam apenas cinco pessoas na Casa. O grupo decidiu deixar o local após o presidente do Legislativo municipal, Marcelo Bisogno (PDT), assinar um documento, na noite desse domingo, em que se comprometeu a exonerar o procurador jurídico Robson Zinn em até 30 dias – principal reivindicação dos manifestantes.

Bisogno garantiu ainda que deixarão o postos os três vereadores que integravam a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as mortes na boate Kiss: Maria de Lourdes Castro (PMDB), Sandra Rebelato (PP) e Tavores Fernandes (DEM). Os manifestantes já começaram a limpeza do prédio, que deve ser concluída até quarta-feira.

O principal motivo da ocupação foi o vazamento da gravação de uma conversa entre dois vereadores que integram a CPI e um assessor. No áudio, com mais de 42 minutos, a presidente da comissão, Maria de Lourdes Castro (PMDB), o vice, Tavores Fernandes (DEM), e o assessor, que seria o autor da gravação, tece críticas à mudança de posicionamento da vereadora Sandra Rebelato (PP), relatora da CPI. Na gravação, o trio diz que a investigação não pode chegar ao secretário de Relações de Governo e Comunicação, Giovani Mânica, nem ao prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer.

Os vereadores analisaram o conteúdo do áudio com os líderes da manifestação e anunciaram que o caso será examinado pela Comissão de Ética. O advogado da Associação dos Familiares Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss (AVTSM), Jonas Stecca, pediu uma cópia do áudio, já repassado à Polícia Civil e ao Ministério Público.

O secretário municipal de Relações de Governo e Comunicação de Santa Maria, Giovani Mânica, emitiu uma nota à imprensa ainda na tarde dessa terça-feira. No comunicado, Mânica disse que irá ingressar com representação na Câmara para investigar a falta de decoro para cassação do parlamentar e prometeu "ir até as últimas conseqüências para apurar os fatos".
Fonte: Correio do Povo

Protesto de caminhoneiros interdita a rodovia Castello Branco e o Rodoanel

Branco, que liga a capital paulista ao oeste do estado, e o Rodoanel Mário Covas, que liga a capital a outros municípios da região metropolitana. O ato é contra o valor do óleo diesel e também contra a decisão do governo do estado de passar a cobrar pedágio dos caminhões por eixos, mesmo quando trafegam suspensos.

A Polícia Rodoviária Federal informou que a manifestação começou às 5h e transcorre pacificamente. Não há previsão sobre quando a rodovia e o Rodoanel serão liberados.

Segundo a concessionária a Via Oeste, que administra as rodovias, o Rodoanel está bloqueado na altura do quilômetro 45. Já o congestionamento na Castello Branco ocorre no quilômetro 30. No sentido interior, há congestionamento do quilômetro 30 ao 13: a recomendação da Polícia Rodoviária Federal é que os motoristas utilizem a saída pelo Rodoanel. No sentido capital, o congestionamento se estende do quilômetro 30 ao 35. A orientação para evitar o bloqueio é sair pelos acessos situados nos quilômetros 54 ou 32.

Fonte: Agencia Brasil

Segundo dia do Congresso tem apresentação e defesa de teses e trabalhos em grupo

O VIII Congresso Estadual do CPERS/Sindicato, que está sendo realizado em Bento Gonçalves (RS), começou o seu segundo dia de discussões com a apresentação e defesa das teses apresentadas.



No período da tarde, divididos em 12 grupos, os delegados estão discutindo as diversas resoluções apresentadas. Domingo, terceiro e último dia do encontro, será destinado à plenária de encerramento.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Foto: Fernando Halal


Congresso começa com fortes críticas ao governo Tarso pelo não pagamento do piso



Começou na tarde desta sexta-feira 28, em Bento Gonçalves (RS), o VIII Congresso Estadual do CPERS/Sindicato. O primeiro dia do encontro foi marcado por fortes críticas ao governo Tarso pelo não pagamento do piso. O Congresso prossegue no sábado com trabalhos em grupo. A plenária de encerramento ocorre no domingo.

As falas na mesa de abertura se referenciaram nas mobilizações em curso no país e no descumprimento da lei do piso pelo governo do Rio Grande do Sul. O governador Tarso Genro foi duramente criticado por criminalizar os movimentos sociais.

Foram lembradas duas importantes conquistas obtidas recentemente pelo CPERS/Sindicato: o pagamento dos três dias da greve realizada em abril e a confirmação da validade da lei do piso pela justiça gaúcha.

 

“O governador, moralmente, deve pagar o piso e não ingressar com um novo recurso na tentativa de protelar o seu pagamento”, sublinhou a presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira.


O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, frisou que esse Congresso é uma extraordinária oportunidade para aprofundar debates e definir os instrumentos da organização dos educadores. Já o presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, criticou o governador Tarso Genro por ser um dos criadores do piso salarial e agora, na prática, se nega a cumprir a lei.


Bernadete Menezes, da Intersindical, destacou a importância dos educadores no processo de formação da juventude que hoje lidera as manifestações de rua e que está mudando a história do país. Representando a CTB, Todson Andrade disse que as mobilizações em todo o Brasil se devem ao fato de o povo estar cansado de ser enganado.


Falando em nome da CUT Pode Mais, Alberto Ledur lembrou a recente derrota de Tarso na justiça em relação ao pagamento do piso. “Não existe mais argumento jurídico que impeça o pagamento”, destacou. Na mesma linha, Érico Correa, em nome da CSP-Conlutas, disse que o não pagamento do piso é fruto da falta de vontade política dos governos Dilma e Tarso. “O povo está nas ruas para dizer que o momento não é mais para discursos vazios”, destacou.

Segundo Andréa Cezimbra Ortiz, do PSTU, o governo federal enche de dinheiro as empreiteiras que estão trabalhando para a Copa do Mundo e os banqueiros, mas não investe na educação e na saúde. Cléber, representando o PCdoB, destacou a importância dos educadores, que, segundo ele, nunca dormiram, sempre estiveram na luta. Antônio Neto, do PSol, lembrou a derruba do governo Yeda, que aconteceu graças a unidade de diversas forças políticas.

O primeiro dia do encontro foi encerrado com a aprovação do regimento do Congresso.


João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Fotos:Fernando Halal