segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Educação politécnica, o que é?


Em primeiro lugar, não se faz educação politécnica com escolas de um turno só. Não se faz educação politécnica com escolas sem oficinas, sem laboratórios, sem bibliotecas atualizadas, diversificadas e informatizadas. Não se faz educação politécnica com prédios escolares construídos para uma escola de produção em série, com salas sem climatização, com forros caindo na cabeça dos alunos, com janelas que não fecham. Com ventiladores que mais parecem helicópteros decolando.

Não se faz educação politécnica enfiando-se goela abaixo ou armando consultas faz-de-contas depois que tudo já estava decidido, apenas para deixar a falsa ilusão de que os alunos e os pais foram ouvidos.

Não se faz educação politécnica com coordenação e supervisões regionais que só aparecem nas escolas para rubricar o livro-ponto (essa excrescência anacrônica), para ver se as fichas e os diários de classe foram corretamente preenchidos, preocupadas apenas com números, registros e normas. Ou para abrir a Feira do Livro. Ou para repassar discursos e ordens de serviço emanadas de escalões superiores.

Acima de tudo, não se faz educação politécnica com professores desmotivados, insatisfeitos, aviltados, ameaçados e - com toda a razão - revoltados. Com professores a quem se oferece um salário inicial que, no primeiro mundo, apesar da crise, corresponderia ao seguro-desemprego, ou ao que, em alguns países, os governos pagam aos mendigos que vivem na rua, para não morrerem de fome.

Não se faz educação politécnica com professoras e professores obrigados a trabalhar em duas e, por vezes, em até três escolas, levando para casa pilhas de trabalhos e de provas para corrigir, nas horas que sobram depois do fogão, do tanque, da vassoura e do ferro de passar. (E sobram?....)

O senhor Secretário de Educação, e o próprio Senhor Governador - ao que sei - são de formação socialista. Pois então eles deviam ter aprendido que as mudanças não acontecem só porque as imaginamos. Que as mudanças não se realizam porque foram escritas no papel. Ou porque figuram nos relatórios. Ou porque palavras bonitas enchem a boca de algumas matronas pedagógicas. Numa linguagem que eles conhecem, as mudanças não começam na superestrutura. Uma literatura, que o senhor Secretário deve ter lido, preconiza que as mudanças, para acontecerem, necessitam de condições objetivas, concretas. Simples e antigo: a semente não germina  em terra seca.

A educação politécnica de que eu tenho notíciais supõe escola de tempo integral. Supõe escolas com laboratórios bem equipados, nas diferentes áreas do conhecimento. Escolas com bibliotecas atualizadas, bem organizadas, geridas e atendidas por profissionais da área, e não por atendentes improvisados. A educação politécnica exige escolas e salas de aula com outra arquitetura.

A verdadeira educação politécnica não se faz sem oficinas e ambientes de trabalho dentro da própria escola. O trabalho, como princípio educativo, fundamento da escola politécnica, não se realiza na empresa privada capitalista. Os objetivos da empresa privada são outros. Sua lógica é outra. Os objetivos da educação politécnica não casam com os objetivos da empresa capitalista. O trabalho, na perspectiva da educação politécnica, busca desenvolver valores e formas de organização diferentes e, por vezes, opostos aos da empresa privada. Mais que procurar o  mundo do trabalho que fica fora da escola, com alunos borboleteando de empresa em empresa, a verdadeira educação politécnica preconiza que a própria escola se transforme num microcosmo laborativo, onde o jovem vai aprender, não os procedimentos específicos de uma determinada profissão, mas os fundamentos do trabalho que são o planejamento, a organização, a utilização racional dos recursos disponíveis, a permanente avaliação crítica do que foi feito, o respeito pelo meio ambiente, a cooperação, o uso da tecnologia e a inovação. E isso você pode fazer, por exemplo, com a limpeza da escola, com a conservação dos móveis e do prédio escolar, com a organização da biblioteca, com a horta escolar, com uma oficina de carpintaria. Os burocratas de plantão me dirão que essa escola não é possível. Podem até achar isso, mas não chamem de educação politécnica o que não lhe serve nem de arremedo.

A educação politécnica que eu conheço não visa preparar o aluno para o mercado do trabalho. Ela usa o trabalho como princípio educativo, como instrumento de formação para a vida, como fonte de conhecimento e como matéria-prima de crítica social das próprias relações de trabalho. A educação politécnica visa à preparação do cidadão, visa à formação humana em todas as suas dimensões: físico, mental, intelectual, afetivo, estético, político e prático, combinando estudo e trabalho.

A educação politécnica que eu conheço não substitui conteúdos fundamentais por seminários faz-de-conta. A não ser que se queira rebatizar uma dicotomia que já existe na educação brasileira desde D.João VI (aquele que fugiu de Napoleão): uma escola para os do andar de cima (paga) e uma escola para os do andar debaixo. E sendo para os do andar debaixo qualquer escola serve. Pode até ser uma educação politécnica de segunda categoria, mais barata, faz-de-conta, pela metade. Que, afinal, para os do andar debaixo o que importa é saberem ler, escrever e contar. Que mais querem?

Isso que aí está, com nome de educação politécnica, é engodo, é fraude. É vinho falsificado. Os próprios alunos, pelo menos os mais antenados, já estão se dando conta disso, de que estão sendo enganados, expropriados, fraudados. Se esse modelo de educação politécnica fosse realmente a sétima maravilha que apregoam, se fosse realmente uma escola de qualidade, esses mesmos burocratas que a conceberam, e que a querem implantar a qualquer custo, deveriam ser os primeiros a colocar seus filhos na escola pública. Mas, em geral, não é o que acontece: a escola politécnica é para os filhos dos outros; os meus vão para a escola privada. Vai falar em "capacitação profissional", em "preparação para o trabalho" em escolas privadas para ver o que acontece. Isto é para os do andar debaixo.

A exemplo de outras três reformas de ensino que, nos meus 44 anos de sala de aula, já sofri como professor, esse arremedo, esse simulacro de educação politécnica que estão nos impingindo, de forma autoritária, sem a mínima discussão, sem nenhum debate, sem ouvir realmente aqueles a quem mais o tema interessa, está fadado ao fracasso. Por uma razão muito simples: esse ensino dito politécnico, descaracterizado, deturpado, apequenado, distorcido, equivocado, empobrecido, nem vai preparar o aluno da escola pública para o mundo do trabalho nem vai  lhe dar condições para se apropriar dos conhecimentos de que necessita para aspirar a uma vaga numa boa universidade pública, num curso socialmente prestigiado.

A impressão que se colhe é a de que a única preocupação dessa reforma do ensino médio é  melhorar as estatísticas, baixar os índices de evasão e repetência, e preparar mão de obra barata para o voraz e selvagem mundo do mercado. E não pensem que estou aqui defendendo a escola tradicional, da saliva, da prova e do conteúdo pelo conteúdo. Os meus alunos sabem disso.

Não consigo entender como o Senhor Secretário de Educação, a quem eu conheci lá pelos idos de 80 como referência de pensamento socialista, esteja traindo seu passado e se comprometendo com uma proposta de educação politécnica tão reducionista, tão deturpada, tão equivocada. A pedido de quem? Atendendo a que interesses?

Pobre juventude!

*RUI SARTORETTO é professor

Categoria decide suspender greve e continuar pressionando pelas reivindicações

Professores e funcionários de escola da rede estadual decidiram suspender a greve iniciada no dia 23 de agosto e continuar a pressão pelas reivindicações da categoria. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira 13, no Largo Zumbi dos Palmares, em Porto Alegre.

O entendimento da categoria é de que as respostas
do governo não atendem o conjunto da pauta da categoria. Ao se negar pagar o piso salarial como vencimento básico das carreiras, o governador Tarso Genro assume governar o Estado à margem da lei e que mentiu para a categoria e para a sociedade gaúcha quando, antes de ser eleito, afirmou que pagaria o piso para os educadores.

A greve desmascarou um governo que optou em atender os interesses da elite do Estado em detrimento das reivindicações dos trabalhadores. Um governo que, a exemplo do governo anterior, não teve constrangimentos em colocar a polícia para agredir trabalhadores. Aliás, como aconteceu com a lei do piso, antes de eleito, Tarso havia dito que a polícia não estaria entre o seu governo e os trabalhadores.


Diante da truculência do governo, a greve ganhou a simpatia da população e o amplo apoio dos estudantes, descontentes, sobretudo, com a reforma do ensino médio. Uma reforma com origem nos gabinetes do governo e não a partir de uma ampla e democrática discussão com a comunidade escolar.

Entre o conjunto de propostas aprovadas pela assembleia geral estão: o aprofundamento da relação com os estudantes, incentivando a sua organização e apoiando a recuperação de avaliações perdidas; retomar o debate sobre os próximos passos da mobilização, potencializando o saldo organizativo que ficou da greve; e organizar uma ampla avaliação das mobilizações ocorridas durante a greve.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Fotos: André Ávila

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Destino da greve do magistério pode ter desfecho nesta sexta-feira

Assembleia estava prevista para começar às 14 horas, no Largo Zumbi dos Palmares 

Porto Alegre  - O Cpers-Sindicato marcou uma assembleia geral, que estava com início previsto para as 14 horas desta sexta-feira, no Largo Zumbi dos Palmares, no centro de Porto Alegre. Mas a mobilização só iniciou por volta das 14h30. A atividade pode definir os rumos da greve do magistério no Estado.

No encontro, o comando de Greve vai detalhar a categoria a proposta apresentada a entidade na quarta-feira (11) pelo governo do Estado, que prevê o pagamento dos dias parados dos grevistas – desde que a paralisação seja encerrada – e a abertura de negociação para outros itens da pauta de reivindicações, como o reajuste nos preços do vale-refeição e vale-transporte.

Fonte: Diário de Canoas

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Após 17 horas, manifestantes desocupam Assembleia Legislativa do RS

Grupo deixou prédio após início da reunião entre Cpers e governo

Estudantes e professores deixaram prédio da Assembleia Legislativa
Crédito: André Ávila
Com o início da reunião entre integrantes do comando de greve do Cpers/Sindicato, o secretário estadual da Educação, José Clóvis de Azevedo, e outros representantes do governo do Estado, o grupo que passou a noite na Assembleia Legislativa (AL) gaúcha desocupou o prédio. Estudantes, professores ligados ao Cpers/Sindicato e membros do movimento social Bloco de Lutas pelo Transporte Público saíram da sala do presidente da AL, deputado Pedro Westphalen (PP), por volta das 9h45min desta quarta-feira.

Porém, antes de deixar o local, foi lida uma carta pública de esclarecimento à comunidade escolar sobre os motivos da ocupação da Casa. Conforme o texto, a ação "teve o intuito de forçar os deputados a se posiconarem frente a luta dos educadores e dos estudantes pelo piso salarial nacional e contra a reforma do Ensino Médio Politécnico, decretada pelo governo de maneira autoritária". Outra reivindicação do grupo era a reabertura das negociações com o comando de greve do Cpers. 

Após a leitura do texto, os manifestantes desceram as escadarias da AL entoando palavras de ordem. Eles seguiram em caminhada com destino à sede da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), que fica na avenida Praia de Belas, onde ocorre a reunião. 

Durante a ocupação, a exemplo do que ocorreu na Câmara Municipal em julho, os manifestantes viraram de "cabeça para baixo" as fotos de alguns ex-deputados que ficam na galeria do primeiro andar do prédio. 

Ocupação

A ocupação da Casa começou em torno das 16h30min dessa terça. O grupo ingressou rapidamente nas dependências e acomodou-se na antessala da presidência da AL, colocando cartazes com adesivos nas paredes e estabelecendo um regime de plenárias para deliberações sobre as ações do movimento.

Enquanto o presidente do Parlamento, deputado Pedro Westphalen, buscava contato com o governador Tarso Genro - que estava em Brasília -, chegou a ocorrer, pelas 19h30min, um princípio de enfrentamento entre seguranças e manifestantes. O conflito se deu quando foi barrado um cesto de vime coberto. Ao verificar que se tratava de lanche para a noite de vigília dos manifestantes, houve negociação e a entrada dos alimentos foi permitida. 

Para a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, o governo só retornaria ao diálogo com os grevistas diante da pressão dos parlamentares. "O Legislativo tem poder de exigir que o Executivo cumpra a Lei do Piso; e de fazer com que o governo ouça a categoria sobre a insatisfação com a mudança no Ensino Médio," declarou a sindicalista na ocasião.

Quadros de ex-deputadas foram virados de cabeça pra baixo na galeria da Assembleia Legislativa / Foto: André Ávila


Fonte: Correio do Povo

Representantes do Cpers ocupam o gabinete do presidente da Assembleia Legislativa

Após manifestação no Palácio Piratini, grupo ligado ao sindicato ingressou no prédio

Manifestantes ligados ao Sindicato dos Professores (Cpers) ocupam o gabinete do presidente da Assembleia Legislativa de Porto Alegre, Pedro Westphalen, desde o final da tarde desta terça-feira (10). O Cpers quer discutir a greve da categoria. Este é mais um ato promovido pelo sindicato que, ao longo desta semana, já protestou em frente à casa do governador Tarso Genro e, nesta tarde realizou caminhada pelas ruas centrais da Capital gaúcha. Após nova manifestação em frente ao Palácio Piratini o grupo ingressou no prédio da Assembleia e forçou a entrada no gabinete do presidente do legislativo. 

O Cpers reivindica o pagamento do piso nacional do magistério e pede o fim da reforma ocorrida no ensino médio. Já ocorreram sucessivas negociações com a Secretaria da Educação, no entanto, não houve acordo. Segundo o último balanço feito pelo governo, a adesão de professores à paralisação convocada há 15 dias não chega a 5%.

Pela manhã, representantes do sindicato entregaram, no Piratini, um pedido formal de reunião com o governador Tarso Genro. Em entrevista ao Gaúcha Repórter da última segunda-feira (9), a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, cobrou uma maior participação do governador nas negociações com a categoria.

Confira o momento da ocupação: 
Fonte: Rádio Gaúcha

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Projeto ensina pessoas com síndrome de Down a atuar no mundo da beleza

Cabelo tipo Chanel, óculos moderninhos, Bárbara Sagula espia, por cima da armação, dedos deslizarem sobre cabelos longos, o secador revirar mechas, pentes e escovas remodelarem penteados. Presta atenção às clientes.

São quase 18h e o salão Blend, no Itaim Bibi (na zona oeste de São Paulo), está agitado. Bárbara também.

"A pior experiência do curso que estou fazendo foi ter que lavar os cabelos de uma boneca", diz, séria, para emendar com um sorriso: "Prefiro a cabeça do Rodrigo", conta, referindo-se a um dos instrutores, Rodrigo Nóbrega.

Bárbara, 30, e outros 11 estudantes de 17 a 47 anos fazem parte do "Beleza em Todas as Suas Formas", que capacita pessoas com síndrome de Down para atuar como auxiliares em salão de beleza.

O projeto começou no início deste ano com uma equipe multidisciplinar que se debruçou sobre o seguinte tema: o que é belo?
Fabio Braga/Folhapress
Alunos com síndrome de Down participam de curso em salão da zona oeste paulistana
Alunos com síndrome de Down participam de curso em salão da zona oeste paulistana
"O primeiro passo foi desconstruir os conceitos preestabelecidos pelo mercado da moda", explica Kátia Coutinho, diretora da Alfaparf Group, empresa de cosméticos italiana que, ao lado do Instituto Meta Social, desenvolve o trabalho.

Um dia na semana, eles passam por aulas práticas e teóricas por quatro horas e meia. Cartoons ajudam a construir diferentes situações vivida num salão de beleza.
Por meio deles, os estudantes aprendem tarefas como sentar direito, locomover-se, atender um cliente, lavar a cabeça de uma madame, deixar a mesa do cabeleireiro arrumada e limpa etc.

A primeira turma se forma em dezembro. Hoje, seis estudantes paulistanos terminam mais uma maratona: ajudar cabeleireiros a fazer a cabeça de modelos na Beauty Fair, em São Paulo.

Para o ano que vem, a meta é capacitar 156 alunos com deficiência intelectual em cinco capitais (mais informações em belezaprojeto.org).

"A gente sabe que pode haver rejeição. O curso inclui vivência no salão, onde simulamos uma série de situações nas quais a cliente não quer ser atendida", explica o cabeleireiro Roberto Martins, 50.

Mãe de uma menina com síndrome de Down e integrante do projeto, a psicóloga Andréa Barbi, 43, explica que os alunos enfrentam situações reais de rejeição e preconceito. "Confie em suas potencialidades", ensina.

Mônica Helena Babbi, 44, uma das alunas, trabalhou dois anos num salão no Morumbi. Diz não se importar em lavar cabelo, do tipo que for. "Só fico muito triste em ainda ter que lidar com o preconceito."

Fonte: Folha de São Paulo

Polícia usa bombas de gás em protesto de professores na casa de governador gaúcho

Policiais militares usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação de professores promovida na frente da casa do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), em Porto Alegre, na manhã desta segunda-feira (9).

O tumulto ocorreu por volta das 6h30 da manhã e deixou, segundo os sindicalistas, uma pessoa ferida por queimaduras e fez outras duas passarem mal. Ninguém foi preso.
Os professores do Estado estão em greve há duas semanas e reivindicam o pagamento do piso nacional da categoria e a suspensão de uma reforma do ensino médio.

Segundo a Brigada Militar, o ato reuniu 70 pessoas. O comandante do Batalhão de Operações Especiais, Cléber Goulart, afirma que um oficial pediu para que os manifestantes deixassem a rua onde fica a casa de Tarso, no bairro Rio Branco, o que não foi atendido.
Goulart diz que a ação foi rápida e "preventiva" e que havia "ordem" para que o ato não ocorresse na frente da casa do governador. Não houve confronto.

Com a atitude da polícia, os manifestantes se dispersaram. Mas voltaram a reunir-se em outro ponto do bairro e continuaram a caminhada rumo ao centro da capital gaúcha.
Neida Oliveira, dirigente do sindicato Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), diz que o protesto era pacífico e que a intenção era pedir uma conversa com Tarso sobre negociações.

"O [batalhão de] choque já estava lá e começou a nos agredir", diz.
O governo petista afirma que não vai mais negociar enquanto a greve continuar e que a paralisação atinge menos de 1% das escolas do Estado.

O sindicato mantém ativa oposição a Tarso e costuma promover campanhas duras contra o governo, como espalhar cartazes com o governador com nariz de mentiroso.

A entidade diz que ainda analisa que tipo de atitude vai tomar a respeito da ação da polícia.
O tumulto na manifestação desta segunda-feira lembra um dos episódios mais controvertidos do governo da tucana Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Em 2009, centenas de professores foram à casa da então governadora protestar e impediram a saída dela e de familiares.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Professores ligados ao Cpers protestam em frente à casa do governador Tarso Genro

Cerca de cem pessoas rumaram ao bairro Rio Branco para reivindicar negociações com o magistério

Professores ligados ao Cpers protestam em frente à casa do governador Tarso Genro Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Cordão de isolamento da Brigada Militar evitou aproximação de manifestantes à casa de TarsoFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Cerca de cem pessoas ligadas ao Cpers/Sindicato protestam em frente à casa do governador Tarso Genro, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Com megafones e gritos de ordem, os manifestantes pedem a presença do chefe do governo estadual para discutir a situação dos professores.

Os sindicalistas se reuniram às 5h na sede do Cpers e, às 6h, se movimentaram em direção à residência de Tarso. A Brigada Militar foi ao local e isolou a área em dois cordões. A situação está controlada.

Contudo, há relatos de que manifestantes teriam sido alvo de spray de pimenta. Moradores contaram ter ouvido barulho de explosão de bombas de efeito moral. Não há informações sobre feridos.

Professores ligados ao Cpers seguem em greve no Estado. Entre outras reivindicações, pedem o pagamento do piso do magistério e revisão do vale-alimentação. Em reunião na sexta-feira, o sindicato decidiu por manter a paralisação, que atinge menos de 1% das escolas gaúchas, conforme o secretário de Educação, Jose Clovis de Azevedo. 

Pouco depois das 7h, o grupo saiu em marcha pela Rua Dona Laura e acessou a Avenida Goethe. Em seguida, entrou na Avenida Protásio Alves, em direção ao Centro. Por volta das 8h, a manifestação chegou ao Túnel da Conceição. Antes disso, parou em frente ao Instituto de Educação Flores da Cunha para chamar mais professores a se juntar ao ato. 

Por volta das 8h30min, o protesto foi encerrado na Rua Alberto Bins, em frente à sede do Cpers. O trajeto foi acompanhado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Fonte: ZH

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Protesto de professores marca chegada de Tarso Genro a São José do Norte

Manifestantes reclamam pelo não pagamento do piso salarial

Protesto de professores marca chegada de Tarso Genro a São José do Norte Fábio Gomes/Especial

Munidos de cartazes e sinos, professores da rede estadual protestam contra Tarso Genro em São José do Norte, no sul do Estado. Eles fazem barulho e reclamam pelo não pagamento do piso salarial.
O ato do CPERS é o primeiro movimento da interiorização do governo na cidade. Ao longo do dia, Tarso irá lançar a estaca inicial da obra do EBR, o maior estaleiro da América Latina, e fará repasses de verbas, além de lançar, em Rio Grande, o plano Safra 2014.
A chegada do governador foi atrasada em duas horas por causa da neblina que impediu voos entre Porto Alegre e a região sul. Tarso Genro não passou pelo local da manifestação e também não recebeu as reivindicações dos professores.
Fonte: Zero Hora

Termina sem acordo reunião entre governo do RS e Cpers

Professores da rede estadual estão em greve desde a semana passada

Professores da rede estadual estão em greve desde a semana passada<br /><b>Crédito: </b> Vinícius Roratto
Professores da rede estadual estão em greve desde a semana passada
Crédito: Vinícius Roratto
Depois de quase três horas de reunião entre professores e representantes do governo do Estado, na sede da Fundação de Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) na manhã desta sexta-feira, a direção do Cpers/Sindicato anunciou que pretende radicalizar a mobilização com relação as negociações salariais com o governo do Estado. Os professores da rede estadual de ensino estão em greve desde a semana passada.

No final do encontro, a presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, disse que a paralisação vai continuar e pode ainda ser radicalizada. “Vamos definir uma agenda de ações, porque o governo Tarso não nos deu outra opção a não ser manter a greve. O governo mostrou que não quer negociar”, destacou.

A sindicalista explicou que a categoria solicitou ao governo estadual que criasse um calendário para o pagamento do piso nacional, que hoje é de R$ 1.567 e que suspendesse o projeto de reforma do Ensino Médio, o que na opinião da presidente do sindicato, compromete o futuro dos alunos. “Pedimos um reajuste dos valores do vale-refeição do magistério. O secretário respondeu que não pode pagar o piso nacional e que não vai suspender o projeto de reforma do Ensino Médio”, acrescentou.

O secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo, afirmou que 13 dos 27 pontos que compõem a pauta de reivindicações da categoria foram atendidas pelo governo gaúcho. “Não vamos suspender o projeto que prevê a reformulação do Ensino Médio porque seria um desrespeito com a comunidade escolar”, ressaltou. 

Segundo ele, o pagamento do piso nacional teria um impacto de R$ 3 bilhões no orçamento estadual. Sobre o reajuste do vale-alimentação, Azevedo afirmou que a revisão do valor não depende da secretaria, mas do Comitê de Diálogo Permanente (Codipe) vinculado à Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos. 

Fonte: Correio do Povo

Cpers pede na Justiça que governo não desconte salário dos grevistas

Professores da rede estadual de ensino estão em greve há dez dias

O Cpers/Sindicato entrou, na tarde desta quinta-feira, com uma ação preventiva na Justiça para que o governo do Estado não desconte o salário dos professores em greve, até o término das negociações. Os professores da rede estadual de ensino estão em greve há dez dias.

A informação foi repassada durante o protesto feito pela entidade, em frente a sede da Secretaria da Educação (Seduc), na avenida Borges de Medeiros. No local, centenas de pessoas, entre professores, estudantes trabalhadores em educação se reuniram, trancando a via nos dois sentidos por cerca de duas horas.

O ato foi em repúdio pelo fato de o portão do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) ter sido fechado, impedindo a entrada de qualquer pessoa.

O que chamou a atenção foi a volta das sinetas, que durante a greve no governo Simon foram muito usadas pelos professores, que se concentravam em frente ao Palácio Piratini. Em frente a Seduc, os grevistas gritaram palavras de ordem, algumas agressivas, dirigidas ao secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo e ao governador.

A marcha iniciou na sede do sindicato, no Centro, passando pela rua doutor Flores, Salgado Filho, parando na Borges de Medeiros. Segundo o Cpers, a caminhada reuniu cerca de 3 mil pessoas.

Ironicamente, 14 minutos antes da chegada dos professores, as crianças da creche fizeram um desfile dentro do CAFF. A turma de crianças foi precedida pela banda da Brigada Militar (BM). Quando os manifestantes chegaram, a banda ainda tocava a música, mas desistiu após o som ser abafado pelo carro de som. 
Fonte: Correio do Povo

Corte de ponto: assessoria jurídica do CPERS ingressa com Mandado de Segurança

Na tarde desta quinta-feira 5, a assessoria jurídica do CPERS/Sindicato protocolou um Mandado de Segurança com pedido liminar, no Tribunal de Justiça. Trata-se de uma ação preventiva para combater as ameaças feitas à categoria pelo governo do Estado.

O governador Tarso Genro e o secretário da Educação, Jose Clovis de Azevedo, ao invés de negociarem com o Comando de Greve, apresentando propostas concretas para resolver o impasse criado pela greve, ameaçam os trabalhadores com o corte de ponto e o desconto de salários.
 

Para demonstrar que não serão ameaças que intimidarão o movimento, o Comando de Greve tomou a decisão política de encaminhar a ação, assim como aconteceu no Rio de Janeiro, em que o SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação ganhou ação semelhante.
  

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

Fonte: CPERS/Sindicato

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Manifestação bloqueia trânsito na Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre

Protesto organizado pelo Cpers/Sindicato reúne dezenas de professores e manifestantes

Manifestação do Cpers/Sindicato bloqueia o trânsito nos dois sentidos da Avenida Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre. O protesto reúne dezenas de alunos e professores em frente ao prédio do Instituto de Previdência do Estado (IPE).

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta motoristas que queiram acessar o centro, que utilizem vias alternativas como as avenidas Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio, José de Alencar, Getúlio Vargas, e a rua Múcio de Teixeira. 

Entre as reivindicações do Cpers, estão a implentação do piso nacional como básico e repercussão na carreira; a criação de piso para funcionários da escola, tendo como parâmetro o piso nacional do magistério e a atualização das promoções para professores e funcionários e garantia do pagamento rotativo.

Fonte: Z H

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Em protesto, professores se acorrentam em grade na 27ª CRE

Servidores da regional de educação em Canoas foram impedidos de trabalhar

Jeison Silva


Foto: Jeison Silva/GES-especial
Canoas  - Seis professores da rede pública estadual acorrentaram-se à grade que protege a entrada do prédio da 27ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), no Centro de Canoas, durante a manhã desta terça-feira. O pagamento do piso nacional, o fim do ensino politécnico e melhorias na infraestrutura estavam entre os pleitos.
A manifestação - com cerca de 40 participantes - estava vinculada ao Cpers/Sindicato. Entre os impedidos de ingressar na 27ª CRE estavam a coordenadora Lúcia Barcellos e a adjunta, Beatriz Ritter. A Brigada Militar foi chamada.

Conforme a diretora regional do Cpers, Cleusa Werner, o objetivo da obstrução do acesso foi mobilizar os próprios servidores da CRE para unirem-se às paralisações, que ocorrem desde sexta-feira. “São professores como a gente”, afirmou. “O governador prometeu pagar o piso na campanha. O básico teria de ser 1,5 mil reais.”

Durante a manifestação a coordenadora da 27ª CRE, Lúcia Barcellos, contestou a afirmação de que o atual governo não investe em educação. “Estamos lutando pelo piso. O governo fez dois concursos em três anos”, ressalta. “Treze escolas serão reformadas pelo Plano Nacional de Obras.”

Fonte: Diário de Canoas

terça-feira, 3 de setembro de 2013

INDIFERENTES AO RECADO DAS RUAS

Na última semana presenciamos mais um fato lamentável, protagonizado por parte de nossos representantes na Câmara dos Deputados.
Há dois meses o deputado Natan Donadon (ex-PMDB/RO) está preso, condenado em definitivo que foi, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por fazer parte de um esquema que desviou R$ 8,4 milhões dos cofres públicos entre 1995 e 1998, quando era diretor da Assembléia Legislativa de Rondônia.



A Câmara Federal deveria privá-lo de suas funções, mas não foi o que aconteceu. Na sessão de 4ª feira, dia 28 de agosto, a proposta de perda de mandato, que deveria receber no mínimo 257 votos, recebeu 233 a favor da cassação, 131 contra e 41 abstenções. Houve ainda as ausências, dos 31 deputados da bancada gaúcha, 14 não compareceram à sessão, que manteve o mandato de Donadon. Todos alegaram motivos pessoais para justificar seu não comparecimento, porém, numa circunstância como esta, um representante do povo tem que saber estabelecer prioridades e ter consciência de sua responsabilidade.Num momento de decisão tão importante, como este, como justificar esta omissão? Com certeza, este fato ficará para sempre no currículo deste deputado, que deverá se sentir de certa forma responsável, por um dos mais lamentáveis momentos da Câmara dos Deputados. 


O voto secreto, sem dúvida, teve um grande peso nesta decisão, porque ele impede, que o eleitor saiba, como votou aquele que ele elegeu e permite acobertar quem não tem coragem de assumir perante seus eleitores, a consequência de seus atos.


O movimento pelo fim do voto secreto cresceu nas redes sociais e está mobilizando diversas entidades. O eleitor tem o direito de saber como vota seu parlamentar, do contrário, como poderá avaliar sua atuação?
A Constituição brasileira de 1988 estabelece que o voto secreto seja utilizado em algumas situações: processos de perda de mandato, escolha das Mesas Diretoras, análise de veto presidencial, escolha de algumas autoridades e exoneração do Procurador Geral da República. Porém, se tornou regra geral.


Existem três propostas que preveem o fim do voto secreto. A mais antiga é de 2001. A mais recente foi aprovada, em julho último, pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado. O texto é do senador Paulo Paim (PT/RS) e acaba com o voto secreto em todas as votações do Congresso. Deixa fora apenas o voto secreto para eleições de integrantes das Mesas do Senado e da Câmara, cuja extinção é prevista em outro projeto. Está aguardando aprovação no Plenário do Senado, para começar a tramitar na Câmara.


A verdade é que, por experiência histórica, o voto secreto dos parlamentares, como outras tantas distorções legais, só vai acabar com muita pressão da sociedade.Percebe-se que diversos parlamentares já esqueceram ou estão indiferentes a um importante recado dos protestos de junho.

Profa. Marina Lima Leal, 02 de setembro de 2013

PROFESSORES DO CPERS ACORRENTADOS na 27ª CRE

Seis professores estão acorrentados às grades da 27ª Coordenadoria Regional de Educação, na Avenida Inconfidência, desde as 6h30 desta terça-feira, 3. O grupo, integrante do 20º Núcleo do Cpers/Sindicato, impede a entrada dos servidores da CRE. Eles exigem que os colegas participem também da paralisação do Magistério estadual, iniciada na semana passada. 

Fonte: Diário de Canoas

Rosane de Oliveira: "Projeto estabelece multa para quem jogar lixo na rua em Porto Alegre"

Depois do Rio de Janeiro, que já está multando quem joga lixo nas ruas, Porto Alegre tenta fechar o cerco aos sujismundos. Nesta terça-feira, a prefeitura protocola na Câmara o projeto de lei complementar que institui o novo Código Municipal de Limpeza Urbana. Entre os destaques da proposta, que deve se transformar na polêmica da primavera, está o endurecimento da punição para o descarte irregular de lixo, seja uma bituca de cigarro, uma garrafa pet, um sofá ou uma caçamba de caliça.

O diretor-geral do DMLU, André Carús, adianta que as multas serão pesadas. O projeto divide as infrações em quatro categorias: leve, média, grave e gravíssima. Para a infração leve, como jogar uma embalagem pela janela do carro ou atirar um toco de cigarro na calçada, a multa será de 90 UFMs (unidade fiscal municipal, reajustada anualmente), o que equivale hoje a R$ 263,82. Na segunda categoria, a infração média, a multa sobe para R$ 527,65. Quem cometer uma infração grave pagará R$ 2.110,60. Por fim, a infração gravíssima sujeitará o infrator ao pagamento de R$ 4.221,21.

Hoje, segundo Carús, a prefeitura gasta cerca de R$ 1,2 milhão por mês para limpar mais de 450 focos de lixo, produto do descarte irregular. Em duas ações de limpeza do Arroio Dilúvio, foram removidas 251 toneladas de resíduos. 

– Mesmo depois de 23 anos de implantação da coleta seletiva, somente 9% dos resíduos são separados corretamente. Precisamos incentivar as boas ações e coibir as más – diz Carús.

De acordo com a proposta, 20% da receita arrecadada com multas será destinada a ações de educação socioambiental.

Fonte: ZH

Homem armado assalta alunos em sala de aula da PUCRS, em Porto Alegre

O assaltante levou objetos e dinheiro de estudantes e professora em uma mochila rosa



Uma turma de alunos do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) foi surpreendida, na noite desta segunda-feira, por um assaltante armado. Depois de ameaçar os universitários e roubar pertences e dinheiro de alunos e da professora, o ladrão saiu do prédio sem ser identificado.
De acordo com relatos de estudantes que estavam na sala, o homem entrou no local, no terceiro andar da Faculdade de Comunicação Social (Famecos), por volta das 22h15min.
O estudante Douglas Roehrs, 23 anos, afirmou que havia saído da sala poucos minutos antes e chegou a conversar com o criminoso no corredor.
— Ele me perguntou se faltava muito tempo para terminar a aula, pois estava esperando o irmão dele — contou Douglas.
Cerca de cinco minutos depois, o assaltante entrou na sala, onde 22 alunos assistiam a uma apresentação de PowerPoint da disciplina de Administração em Jornalismo, do sexto semestre do curso, e anunciado o assalto.
Criminoso chegou a ameaçar de morte universitário
Vestindo um casaco cinza e carregando uma mochila rosa, ele mostrou a arma e foi ao centro da sala, pedindo para que todos colocassem seus pertences na mochila.
Enquanto alguns depositavam celulares, carteiras o outros objetos, um estudante se recusou a entregar o notebook. Nesse momento, o assaltante teria ameaçado matá-lo e fingiu realizar uma ligação para comparsas que estariam aguardando no prédio. Ele se dirigiu à porta, carregando na mochila os objetos de mais de 15 alunos e disse para que ninguém saísse pelos próximos 30 minutos.
Durante um breve momento, alunos e professora discutiram como proceder. A professora Roberta Mânica, que estava com celular, ligou e pediu ajuda. A segurança do prédio foi até a sala. O assaltante não foi capturado.
Avisada do caso, a Brigada Militar foi ao local. Os alunos foram orientados a registrar a ocorrência individualmente. Pelo menos cinco ocorrências haviam sido registradas na 15ª Delegacia da Polícia Civil (bairro Partenon) durante a noite.
Zero Hora tentou contato com a universidade, mas não obteve retorno da assessoria de imprensa até as 2h de terça-feira.
Assalto ocorreu em sala de aula do 3º andar do prédio da Famecos 
Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

Fonte: Zero Hora 

Bloco de Luta Pelo Transporte Público marca ato para sábado, em Porto Alegre

Concentração ocorrerá na Praça Argentina e, depois, manifestantes devem fazer caminhada

Uma assembleia na noite desta segunda-feira, no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, reuniu integrantes do Bloco de Luta Pelo Transporte Público para discussão de pautas e definição de novos atos. Na reunião iniciada por volta das 18h30min e concluída às 21h40min, do lado de fora da instituição, que tem professores em greve, ficou marcada uma manifestação para este sábado. A concentração será às 9h, na Praça Argentina, região central. Na sequência, deve ser feita uma caminhada pelas ruas, onde também ocorrerá o Desfile Cívico em comemoração ao Dia da Independência.
O encontro manteve a dinâmica dos outros que ocorreram ao longo do ano, nos quais todos têm a oportunidade de falar quando se inscrevem. A imprensa e o governador Tarso Genro (PT) foram os maiores alvos dos participantes. Também foi salientado que é necessário a união de pautas porque "a direita está se articulando".
Além de pautas relacionadas ao transporte público, como o passe livre, o grupo também pedirá no protesto de sábado a não criminalização dos movimentos sociais, a desmilitarização da Brigada Militar, entre outros.
Fonte: ZH