terça-feira, 15 de outubro de 2013

Professores encaram os desafios do século 21

Qualificação, respeito e melhores salários são algumas das metas a atingir

Professores encaram os desafios do século 21 Lauro Alves/Agencia RBS
Professora de Educação Física, Darlane Lúcia Barbosa da Silva Teixeira, 46 anos, se desdobra em três escolasFoto: Lauro Alves / Agencia RBS
No cinquentenário do Dia do Professor, os representantes da profissão têm encarado uma dura missão: ensinar aos alunos do século 21. Para vencer o desafio, é necessário inovar, algo como deixar de ser analógico e se tornar digital, nem que para isso seja preciso se disfarçar de princesa Fiona, como fez Maria Madalena Padilha dos Santos, uma professora de 47 anos de Capão da Canoa.
Com 23 anos de sala de aula, Madalena recebeu em 2013 uma turma com 36 alunos da primeira série no Instituto de Educação Divina Providência. A tática costumeira de Madalena, de prestar atendimento individual, praticamente naufragou. Como ensinar cada um a ler e escrever de forma atrativa?
Clique na imagem abaixo para conferir os desafios, as condições de trabalho e as necessidades de qualificação para o educador ideal:
Clique aqui
Uma das providências foi usar a criatividade. Sob quatro pilares atrativos às crianças — comer, brincar, animais e histórias —, foram desenvolvidos projetos com as letras do alfabeto. O lado digital da experiência prosperou na rede social Facebook, na qual os pais acompanham as atividades na aula com textos e fotos e interagem com sugestões e comentários. A ideia da fantasia de Fiona foi de uma mãe, com o objetivo de ensinar o uso dos dois erres na semana do Dia da Criança.
 
Professora de Capão da Canoa se fantasiou de princesa Fiona para alfabetizar os alunos
Foto: Arquivo pessoal
A esta altura do ano, somente seis integrantes da turma ainda não leem plenamente. As demais crianças estão em "nível de terceira série", empolga-se Madalena, que trocou horas de lazer e de convívio com a família pelo planejamento das aulas.
— O Brasil é um dos países em que os educadores são mais desvalorizados. Isso chega a doer porque um professor, quando faz seu trabalho com amor e paixão, move céu e terra — afirma.
Um estudo divulgado neste mês mostra que o Brasil é mesmo um dos países que menos valorizam o professor. Na pesquisa da fundação Varkey GEMS, realizada em 21 nações com 21 mil pessoas no total, o status do professor brasileiro está em penúltimo no ranking, com índice de 2.4 em uma escala de zero a cem, bem abaixo da média (37) e na frente apenas dos israelenses. O país oferece o terceiro pior salário, melhor do que Egito e China.
A desvalorização da profissão se reflete nas escolas. A professora de Educação Física Darlane Lúcia Barbosa da Silva Teixeira, 46 anos, se desdobra em três escolas. Rígida, ela impede a prática da disciplina com vestimentas inadequadas. Aí, enfrenta reclamações.
— Eles (os alunos) te enfrentam, te desafiam. Tem muitas barreiras para ser professor, precisa ter vocação e muita vontade — diz Darlane.
A formação dos professores, em geral, tem sido deficiente na aplicação da tecnologia à educação. Angela Dannemann, diretora-executiva da Fundação Victor Civita, ressalta a formação continuada dentro das escolas com o incentivo ao uso da tecnologia como uma forma de avançar nessa carência. Em países com melhores índices educacionais, a formação do professor é longa e rigorosa, parecida com a trajetória de um médico, o que valoriza a profissão.
— Como a gente enxerga a profissão no Brasil? Como um bico. Algo que qualquer um pode fazer. No entanto, é uma profissão complexa, uma das mais difíceis do mundo — argumenta a pesquisadora da USP e especialista em educação Paula Louzano.
A boa notícia está no desejo por mudanças expresso nos protestos de rua por melhorias na educação. Paula salienta que os governos deveriam tomar medidas como a revisão do modelo de ensino à distância para formar professores — que cresce muito no país — e investir em estágios obrigatórios e residências pedagógicas. Tudo agregado, obviamente, a um salário digno.
Exemplos bem-sucedidos na área de educação no mundo
CHINA
Melhor colocada em todo o mundo no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), Xangai tem liberdade para inovar e adaptar as rígidas regras do governo chinês e oferece uma educação de qualidade excepcional para os estudantes, inclusive os migrantes. A dedicação ao ensino é levada tão a sério que o Estado teve de criar leis para limitar as horas de estudo em casa. Tanto esforço tem bases históricas e culturais, principalmente na ênfase da educação como mecanismo de ascensão social ao longo da história.
FINLÂNDIA
Professor para entrar em sala tem, no mínimo, mestrado, e a autonomia é palavra de ordem. No Ensino Médio, os estudantes têm direito a escolher o que querem aprender. A carga horária não é exageradamente grande e a biblioteca é um dos passatempos preferidos. Em média, um estudante vai 12 vezes à biblioteca ao longo de um ano. A profissão é a mais desejada pelos jovens, mesmo sem oferecer os salários mais altos, e aos melhores profissionais cabe a tarefa de trabalhar nas piores escolas.
CHILE
Bons salários, premiação por desempenho, constante avaliação do ensino e participação da família influenciaram na nota final do Pisa. O sistema de ensino chileno, dividido entre escolas particulares, subvencionadas e públicas, diminuiu as diferenças entre o aprendizado dos alunos de distintas classes sociais. No Chile, o ministro da Educação é uma das autoridades de maior prestígio e costuma ser o nome forte para disputar as eleições presidenciais.
COREIA DO SUL
No início da década de 60, o país asiático estava no atual patamar de desenvolvimento do Afeganistão. Agora, aparece com uma das melhores notas no Pisa. As escolas têm rotina de oito horas, há rigorosa disciplina e o uso da tecnologia é aliada no aprendizado.
CANADÁ
Na última década, o governo vem concedendo aos estrangeiros com qualificação quase todos os direitos conquistados pelos canadenses, incluindo ensino de qualidade para seus filhos. Essa política foi adotada como forma de compensar a carência por profissionais especializados em função do envelhecimento da população e da baixa taxa de natalidade. Há monitoramento e nivelamento do desempenho das escolas, cooperação entre elas e incentivos para melhorar aquelas com baixo rendimento. Além disso, se tornar professor no Canadá pode ser extremamente difícil, e os salários são acima da média nacional.
Fontes: Índice Global de Status de Professores Varkey GEMS, A Atratividade da Carreira Docente no Brasil (Fundação Carlos Chagas), Recursos para uso de tecnologia em sala de aula (Fundação Victor Civita)
Fonte: ZH

Basta de discursos, promessas e mentiras!


Exigimos Respeito aos Educadores e ao Povo Gaúcho!

No dia do Professor, que tem que ser marcado pela história de luta de nossa categoria, a pior coisa que poderia acontecer é ver os mesmos governantes e deputados, responsáveis pelo descalabro da educação em nosso Estado, fazerem agora discursos em homenagens demagógicas. Os mesmos que fazem parte da base aliada do governo e que votam contra os educadores ou simplesmente lavam as mãos, submetidos à política do governo.

O governo Tarso, com a complacência do governo Dilma e da ampla maioria dos deputados, vem dia após dia tornando mais dura a condição de vida dos professores no RS. Seu governo não apresenta diferenças com o de Yeda Crusius, que também atacou nossos direitos.

O atual governo se caracteriza pelo total desrespeito aos trabalhadores em educação. Rasga seus compromissos de campanha e promove ataques sistemáticos aos educadores e à escola pública. Descumprindo determinação judicial, o governo mantém baixíssimos salários na educação, enquanto privilegia isenções e lucros gigantescos para as grandes empresas. Garante inclusive o pagamento de um milionário “auxílio-moradia” para os juízes, justamente os que recebem os mais altos salários do Estado.

Todas essas atitudes foram sustentadas pelos deputados da base governista, que ajudaram a aprovar o não pagamento do piso e a reforma da previdência, além de apoiarem a reforma do ensino médio. E, para agravar mais a situação, o governo Tarso desatou uma escalada de repressão inédita contra os movimentos sociais e os educadores em particular. A política do governo busca agora criminalizar e perseguir os ativistas e lutadores do movimento social.

As mobilizações estão voltando a ocupar as ruas em todo o país. As lutas em defesa da educação assumem destaque nessas mobilizações. De norte a sul do país, o respeito aos educadores é uma exigência do povo brasileiro. O CPERS/SINDICATO, no dia do professor, vem a público dizer que somente através da luta será possível derrotar as políticas dos governos e de seus apoiadores. O caminho para mudar essa situação e conquistar uma educação de qualidade passa por fortalecer as mobilizações da juventude e da classe trabalhadora.

Porto Alegre, 15 de outubro de 2013.

Site: CPERS/Sindicato

Dia do professor: O novo papel do profissional

Baixa remuneração e falta de valorização da carreira afastam jovens do magistério

Maior acesso ao conhecimento, oferta de vagas ampliada e avanço tecnológico - com influência nas mídias educacionais - são características do mundo atual que têm reflexos na escola. Com as mudanças sociais, o papel do professor também se reconfigura, exigindo do profissional, entre outras qualidades, atuação articulada com a informação, domínio de tecnologias, formação continuada e propostas curriculares dinâmicas e multidisciplinares. "O professor, hoje, é mais que um educador. Passou a assumir outras funções e a desempenhar diversos papéis para suprir o que a sociedade exige dele", aponta a diretora pedagógica da Secretaria da Educação de Porto Alegre (Smed), Eliane Meleti.

Os novos papeis têm muita relação com o surgimento e a influência de variadas ferramentas tecnológicas. Eliane destaca que, atualmente, o aluno pode acessar diversas informações via Internet. Assim, o professor passa a assumir uma função de orientar, mediar, enriquecer e até atuar como gestor da aprendizagem, auxiliando o estudante a avançar na qualificação. E, mais do que isso, o professor tem o desafio de educar e de formar futuros cidadãos. Mas a valorização profissional é fator significativo.

"A valorização e o prestígio só existem se houver respeito da família sobre a importância do professor. Não sei dizer onde, mas isso se perdeu", avalia a diretora da Smed. Segundo ela, um dos problemas que se verifica na atualidade é que muitas famílias repassam à Escola (por meio da figura do professor) parte de suas responsabilidades. Eliane lembra que, no caso da Educação municipal, 50% dos estudantes passam 12h dentro da estrutura escolar, desenvolvendo atividades recreativas e de Ensino.

Condições de trabalho em foco

No que se refere ao Ensino privado, Amarildo Cenci, da direção do Sindicato dos Professores do RS (Sinpro), avalia que a categoria busca maior valorização das instituições. Segundo ele, ainda falta cuidado para que sejam oferecidas condições adequadas de trabalho. E sobre atividades extraclasse, acredita que "é preciso uma reflexão sobre o excesso de trabalho no Ensino privado. Para terem condições de desempenharem bem a sua função, os professores precisam de descanso e lazer", considera. Para o diretor, este é um dos fatores que afasta os jovens da carreira do Magistério; junto a outros, como remuneração e realização profissional. "Infelizmente, mentes mais brilhantes não estão buscando a Educação", afirma.

Educação e fontes de financiamento

Ao apontar a remuneração como um dos grandes desafios do Ensino, o secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo, defendeu uma nova fonte de financiamento para o setor. Segundo ele, a concepção é de que seja uma fonte fixa e de curto e médio prazos. "Os países que tiveram um salto na qualidade da Educação foram os mesmos que a priorizaram e investiram muito, como Coreia do Sul. Está na hora de o Brasil fazer essa escolha e, em uma ou duas décadas, ter uma realidade diferenciada."

Ao avaliar os royalties do petróleo, com a destinação de 75% aprovados para a Educação, Jose Clovis considera que a verba trará grande contribuição, mas diz que ainda há muitas incertezas em como se dará e o que representará em valores. Para o secretário, a melhoria na remuneração do professor não é questão regionalizada, mas de todo o país para conseguir resolvê-la.

Outro fator importante é a formação, levando à visão de Ensino do século XXI, trabalho coletivo, interdisciplinar, novas concepções de avaliação e superando a transmissão de informações.

Cpers destaca trajetória de lutas

A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, disse que os professores e funcionários de escola têm importante trajetória de lutas, mas que, hoje, ainda enfrentam dura realidade pelo não cumprimento de leis e perseguição política por lutarem por seus direitos. Em comemoração ao Dia do Professor, a dirigente participa, às 10h, de uma audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, na Capital; e no próximo dia 17/10, dentro das atividades desse mês, o Cpers promoverá uma mobilização contra o leilão do Campo de Libra do Pré-Sal. Rejane lembrou ainda que no dia 28/10 se comemora o Dia do Servidor de Escola; data em que núcleos do Cpers realizarão ações pelo RS, começando por Cerro Largo, sexta-feira (18/10).

Sindicato divulga nota de protesto

O Cpers/Sindicato divulgou nesta terça-feira uma nota intitulada "Basta de discursos, promessas e mentiras!". O texto faz críticas ao governo Tarso Genro e volta a cobrar o piso nacional para os professores gaúchos. Para ler o documento na íntegra, clique aqui.
Fonte: Diário de Canoas
Piso dos professores: "RS não é um estado pobre", diz Barbosa
Presidente do STF também criticou ação direta de inconstitucionalidade, proposta por seis governadores, contra o índice de correção do salário básico do magistério
Carlos Rollsing
carlos.rollsing@zerohora.com.br


Uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta por seis governadores de diferentes Estados contra o índice de correção do piso nacional do magistério foi alvo de críticas por parte do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que, nesta segunda-feira, palestrou sobre o tema "Avanços e retrocessos institucionais" na Conferência Global de Jornalismo Investigativo, no Rio de Janeiro. Barbosa afirmou que o tema já foi alvo de apreciação do STF, com decisão favorável à legislação.

— Nós já julgamos, eu inclusive fui o relator, uma outra Adin contra a lei do piso. Foi uma proposição de vários governadores. O Supremo disse: 'A lei é constitucional. Os governos têm de pagar' — avaliou.

Depois, o ministro ainda teceu críticas ao governo do Rio Grande do Sul.

— Alguns estados já pagam. Mas outros, surpreendentemente, alguns governadores dos quais não se esperava isso, se recusam terminantemente a pagar o piso, como é o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul, que não é um estado pobre — afirmou Barbosa.

Fonte: Zero Hora


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Protesto contra a criminalização dos movimentos sociais



Um protesto contra a criminalização dos movimentos sociais marcou o final da tarde e o começo da noite da quinta-feira 10, em Porto Alegre. Trabalhadores e estudantes se concentraram em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, para protestar contra os abusos cometidos pelas forças de segurança do estado.

Nas últimas semanas, professores foram detidos depois que os protestos já haviam sido encerrados e ativistas de outras organizações tiveram suas residências vasculhadas e objetos pessoais apreendidos.

A manifestação também cobrou do governo do estado o pagamento do piso salarial para os educadores da rede estadual e o investimento de 35% da receita do estado na educação.


Site CPERS

Conferência termina e reforça meta de erradicar piores formas de trabalho infantil até 2016

Brasília – A Carta de Brasília, documento final da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, que ocorreu nesta semana, reafirmou o compromisso dos países em erradicar as piores formas de trabalho infantil em 2016, ainda que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) acredite que dificilmente a meta, assumida em 2010, será cumprida a tempo.
 
Na manhã de hoje, os líderes da conferência, representantes de trabalhadores, de empregadores e de governos debateram a carta, que menciona o reconhecimento da necessidade de se reforçarem as ações nacionais e internacionais em relação ao combate do uso de mão de obra de crianças e adolescentes.

A expectativa é que fossem elencados, no documento final, novos compromissos dos países para depois de 2016 - prazo abarcado pelas metas assumidas na Conferência de Haia, em 2010. O que ocorreu, no entanto, foi a manutenção e reforço das ações já existentes - como a intensificação e a melhoria dos serviços públicos; a cooperação tripartite entre governos, empregadores e trabalhadores; a formalização do mercado de trabalho; o aprimoramento de métodos estatísticos e o engajamento da sociedade civil em relação ao tema.
 
Atualmente, estima-se que haja 168 milhões de crianças exercendo algum tipo de atividade remunerada no mundo - das quais 85 milhões trabalham com as piores formas de trabalho infantil. No Brasil, há mais de 1,4 milhão de crianças e adolescentes no mercado de trabalho.
 
"Nas nossas casas, somos incentivamos a começar a trabalhar muito cedo. O que fazer em relação a isso? Apesar de nossos pais quererem o melhor para nós, eles podem não estar certos em relação a tudo, sempre. Se queremos um amanhã melhor, precisamos não repetir os erros dos adultos de hoje", disse Wesley Busatto, de 16 anos, do Espírito Santo, representando os jovens que participaram da conferência.

No encerramento do evento, participaram o diretor-geral da OIT, Guy Ryder; o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva; os ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; do Trabalho, Manoel Dias; e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.
 
Ao longo da conferência, foram discutidas questões como transferência de renda, educação, políticas sociaise cooperação internacional na área. Participaram mais de 1,3 mil delegados de 153 países, entre os quais 37 ministros de Estado.
 
Na abertura do evento, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, pediu que a educação fosse reforçada para que se combata o uso de mão de obra de crianças e adolescentes. A presidenta Dilma Rousseff pediu o compromisso das nações para a erradicação do trabalho infantil. Ainda hoje, a OIT apresentará a campanha "Cartão Vermelho para o Trabalho Infantil", com peças publicitárias que serão elaboradas para a sensibilização sobre a situação de milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo.
 
De acordo com o documento final, ficou estabelecido que o próximo encontro será na Conferência Geral sobre a Erradicação Sustentada do Trabalho Infantil, na Argentina, em 2017.
 Fonte: Agencia Brasil

Bancários chegam a acordo e greve está perto do fim

As negociações feitas ontem com a Fenaban duraram 16 horas

Agência Brasil


Brasília  - Uma nova proposta, que eleva para 8% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste salarial, foi apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na madrugada de hoje (11). A proposta, apresentada após o 22º dia de greve, será levada agora às assembleias para ser votada.
O comando de greve está orientando os sindicatos a promover assembleias até segunda-feira (14) e a aceitar a nova proposta, que inclui ainda reajuste de 8,5% do piso salarial (ganho real de 2,29%) e de 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela individual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.
As negociações feitas ontem com a Fenaban duraram 16 horas. A compensação dos dias parados será feita de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro, com uma hora extra diária.
Fonte: Agencia Brasil

Professores mantêm greve, convocam novo ato e declaram apoio aos Black Blocs


No Rio, educadores afirmaram que violência durante protesto foi cometida pela polícia; na próxima terça-feira, Dia dos Professores, novo ato pela Educação promete reunir 1 milhão 

da Redação 
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe/RJ) declarou apoio incondicional aos Black Blocs em relação aos confrontos com a polícia ocorridos na manifestação de segunda-feira (7).  
Em assembleia, os professores também decidiram dar continuidade na greve, que já dura dois meses. O encontro aconteceu nesta última quarta-feira (9) no Clube Municipal, na Tijuca, zona norte do Rio. 
O coordenador geral do Sepe, Alex Trentino, disse ainda que os Black Blocs não foram os causadores dos conflitos, mas sim a polícia.  
Segundo ele, muitos dos professores afirmaram terem sido protegidos pelos ‘jovens de preto’ dos excessos cometidos pelos policiais. Ainda relataram que os jovens fizeram os primeiros socorros de pessoas feridas durante as confusões. 
Esse apoio aos ativistas por parte dos professores já tinha ficado evidente desde a semana passada, quando o protesto da categoria foi reprimido com extrema violência policial. 
“Faço aqui meu sincero agradecimento ao Black Bloc que se juntou aos profissionais de Educação nas manifestações [...] muito obrigado Black Bloc. Estive junto de muitos de vocês nesta terça-feira e me senti amparado em muitos momentos em que o gás lacrimogênio ardia em meu rosto e olhos”, diz um, dos muitos depoimentos deixados pelos professores na página do Facebook do Black Bloc do Rio de Janeiro. 
Na próxima terça-feira (15), Dia do Professor, um novo ato está marcado e promete ser maior do que o da última segunda-feira (7). A concentração será às 17h em frente à Candelária. Mais de 12 mil pessoas já confirmaram presença pelo evento criado no Facebook. 
Os professores, que estão em greve desde o dia 8 de agosto, reivindicam, entre outras coisas, melhores estruturas no plano de carreira e condições de trabalho. A pauta passa também pelo fim da lógica do professor polivalente e da meritocracia, o que estimula a aprovação automática.
Fonte: Brasil de Fato

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Monumento à resistência do povo Guarani



Por um dia, o Monumento às Bandeiras “deixou de ser um monumento em homenagem aos genocidas que dizimaram o nosso povo”

09/10/2013

Marcos dos Santos Tupã

Para nós, povos indígenas, a pintura não é uma agressão ao corpo, mas uma forma de transformá-lo.
Nós, da Comissão Guarani Yvyrupa, organização política autônoma que articula o povo Guarani no sul e sudeste do país, realizamos no último dia 2 de outubro, na avenida Paulista, a maior manifestação indígena que já ocorreu em São Paulo desde a Confederação dos Tamoios.
Mais de 4 mil pessoas ocuparam a Paulista, sendo cerca de 500 delas nossos parentes, outras 200 de comunidades quilombolas e mais de 3 mil apoiadores nãoindígenas, que viram a força e a beleza do nosso movimento.
Muitos meios de comunicação, porém, preferiram noticiar nossa manifestação como se tivesse sido uma depredação de algo que os brancos consideram ser uma obra de arte e um patrimônio público.
Saindo da Paulista, marchamos em direção a essa estátua de pedra, chamada de Monumento às Bandeiras, que homenageia aqueles que nos massacraram no passado.
Lá subimos com nossas faixas, e hasteamos um pano vermelho que representa o sangue dos nossos antepassados, que foi derramado pelos bandeirantes, dos quais os brancos parecem ter tanto orgulho.
Alguns apoiadores não indígenas entenderam a força do nosso ato simbólico, e pintaram com tinta vermelha o monumento. Apesar da crítica de alguns, as imagens publicadas nos jornais falam por si só: com esse gesto, eles nos ajudaram a transformar o corpo dessa obra ao menos por um dia.
Ela deixou de ser pedra e sangrou. Deixou de ser um monumento em homenagem aos genocidas que dizimaram nosso povo e se transformou em um monumento à nossa resistência.
Ocupado por nossos guerreiros xondaro, por nossas mulheres e crianças, esse novo monumento tornou viva a bonita e sofrida história de nosso povo, dando um grito a todos que queiram ouvir: que cesse de uma vez por todas o derramamento de sangue indígena no país!
Foi apenas nesse momento que esta estátua tornou-se um verdadeiro patrimônio público, pois deixou de servir apenas ao simbolismo colonizador das elites para dar voz a nós indígenas, que somos a parcela originária da sociedade brasileira.
Foi com a mesma intenção simbólica que travamos na semana passada a Rodovia dos Bandeirantes, que além de ter impactado nossa Terra Indígena no Jaraguá, ainda leva o nome dos assassinos.
A tinta vermelha que para alguns de vocês é depredação já foi limpa e o monumento já voltou a pintar como heróis, os genocidas do nosso povo.
Infelizmente, porém, sabemos que os massacres que ocorreram no passado contra nosso povo e que continuam a ocorrer no presente não terminaram com esse ato simbólico e não irão cessar tão logo.
Nossos parentes continuam esquecidos na beira das estradas no Rio Grande do Sul. No Mato Grosso do Sul e no Oeste do Paraná, continuam sendo cotidianamente ameaçados e assassinados a mando de políticos ruralistas que, com a conivência silenciosa do Estado, roubam as terras e a dignidade dos que sobreviveram aos ataques dos bandeirantes. Também em São Paulo esse massacre continua, e, perto de vocês, vivemos confinados em terras minúsculas, sem condições mínimas de sobrevivência. Isso sim é vandalismo.
Ficamos muito tristes com a reação de alguns que acham que a homenagem a esses genocidas é uma obra de arte, e que vale mais que as nossas vidas. Como pode essa estátua ser considerada patrimônio de todos, se homenageia o genocídio daqueles que fazem parte da sociedade brasileira e de sua vida pública? Que tipo de sociedade realiza tributos a genocidas diante de seus sobreviventes? Apenas aquelas que continuam a praticá-lo no presente.
Esse monumento para nós representa a morte. E para nós, arte é a outra coisa. Ela não serve para contemplar pedras, mas para transformar corpos e espíritos. Para nós, arte é o corpo transformado em vida e liberdade e foi isso que se realizou nessa intervenção.
Aguyjevete pra todos que lutam! Abaixo a PEC-215, ao PLP 227 e todos os projetos anti-indígenas do Congresso ruralista! Pela demarcação de todas as terras indígenas do povo Guarani e dos demais povos indígenas do Brasil!

Marcos dos Santos Tupã, 43, é liderança indígena e Coordenador Tenondé da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY
Fonte: Brasil de Fato

CAPACITAÇÃO PARA PROFESSORES DE INGLÊS EM LONDRES TEM INSCRIÇÕES ATÉ DIA 18/11/2013

Está aí uma boa oportunidade para os professores de inglês da rede pública de ensino de todo Brasil. 

O Ministério da Educação, através da CAPES está oferecendo bolsa para capacitação na Europa (Reino Unido). 


Aproveitem!


Professores de língua inglesa, no efetivo exercício do magistério em rede pública da educação básica, podem se candidatar ao curso de aperfeiçoamento em didática da língua inglesa ministrado pelo Instituto de Educação da Universidade de Londres, no Reino Unido. 

As inscrições devem ser feitas até 18 de novembro, pela internet. 

A capacitação será custeada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para concorrer às 30 vagas do programa Ensino de Inglês como Língua Estrangeira, o professor precisa atender a uma série de requisitos, entre os quais:

-  Ser licenciado em língua inglesa;
- Comprovar vínculo com uma rede pública de educação básica;
- Ter proficiência em inglês;
- Exercer a docência em língua inglesa ou em metodologia e
- Didática ou prática da língua.


DURAÇÃO E INÍCIO DO CURSO

A etapa internacional do programa terá duração de cinco semanas, sendo duas semanas para nivelamento em língua inglesa e três para capacitação.

O início do curso está previsto para 28 de janeiro de 2014.


AUXÍLIO FINANCEIRO

Os selecionados receberão auxílio financeiro para as atividades a serem desenvolvidas no Reino Unido,sendo: 

- £ 1,3 mil para despesas com alimentação e deslocamentos internos;
- £ 90 mensais para o seguro saúde; 
- passagens aéreas nacional (dentro do Brasil);
- passagem internacional de ida e volta em classe econômica e
- pagamento de taxas escolares e hospedagem efetuadas pelas Capes.

Cabe ao Instituto de Educação da Universidade de Londres formular e ministrar o curso, emitir cartas aos selecionados para apresentação no serviço de imigração inglês, apresentar relatório final de avaliação, emitir certificados de conclusão do curso e enviar à Capes as faturas das taxas escolares.


SELEÇÃO E ETAPAS

O edital nº 73/2013, divulgado pela Capes nesta segunda-feira, 7, informa que a seleção dos educadores terá quatro etapas eliminatórias e classificatórias, sob a responsabilidade de um comitê constituído por membros da Capes e do Instituto de Educação da Universidade de Londres.

- A primeira será a análise dos documentos apresentados pelos candidatos na inscrição;

- A segunda, a análise de mérito, em que contam pontos o potencial de liderança e o interesse em manter diálogo com professores ingleses após o curso, visando a atualização permanente;

- A terceira, entrevista em língua inglesa em conferência web, para avaliar a capacidade do candidato de justificar sua participação no curso.

- A última etapa considerará o mérito das candidaturas e o interesse da agência financiadora.


ACESSEM ABAIXO O EDITAL

O Edital nº 73/2013

Relaciona os requisitos exigidos para concorrer às vagas, os documentos que devem ser anexados, os tipos de certificados de proficiência em língua inglesa que são aceitos, o calendário da seleção ao embarque dos professores. O programa Ensino de Inglês como Língua Estrangeira foi criado em 2010 e já beneficiou 77 professores de inglês da educação básica.


Fonte: Portal do MEC



 Aos colegas Professores!







 Parece ironia desejar-te um feliz dia dos professores,
quando em seu dia a dia
tantas dificuldades acontecem!

Mas se parar para pensar verás que tudo vale a pena!

                                          Belas histórias para contar,exemplos para dar!


Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
dividir é sempre a melhor solução.



A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
consegue olhar os olhos
de todos os outros e fazê-los felizes também.



Que bom que esta tua profissão
tem despertado o interesse de muitos!Nem que seja para tirar vantagens eleitoreiras!

 
 


  Você é grande e nobre, pois tua profissão, ensina o caminho a cada dia,para muitos,
dando-te tanto prazer em ensinar!
 
 
 
As bolas "nas costas",as bolas de papel na cabeça,
os inúmeros diários para se corrigir,
as críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não são  suficientes
para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.






Homenagens, frases poéticas,são pouco diante das nossas necessidades mas
 queremos de forma especial, relembrar
a pessoa maravilhosa que você é
e a importância daquilo que faz e principalmente,o que tem demonstrado ser possível através de teus exemplos!
É por isto que você merece esta homenagem
hoje e sempre, por aquilo que você é
e por aquilo que você faz.

Parabéns!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ARTIGO

Educação politécnica, o que é?

RUI SARTORETTO

Vou tentar responder da forma mais simples possível e do jeito que sei.

Em primeiro lugar, não se faz educação politécnica com escolas de um turno só. Não se faz educação politécnica com escolas sem oficinas, sem laboratórios, sem bibliotecas atualizadas, diversificadas e informatizadas. Não se faz educação politécnica com prédios escolares construídos para uma escola de produção em série, com salas sem climatização, com forros caindo na cabeça dos alunos, com janelas que não fecham. Com ventiladores que mais parecem helicópteros decolando.

Não se faz educação politécnica enfiando-se goela abaixo ou armando consultas faz-de-contas depois que tudo já estava decidido, apenas para deixar a falsa ilusão de que os alunos e os pais foram ouvidos.

Não se faz educação politécnica com coordenação e supervisões regionais que só aparecem nas escolas para rubricar o livro-ponto (essa excrescência anacrônica), para ver se as fichas e os diários de classe foram corretamente preenchidos, preocupadas apenas com números, registros e normas. Ou para abrir a Feira do Livro. Ou para repassar discursos e ordens de serviço emanadas de escalões superiores.

Acima de tudo, não se faz educação politécnica com professores desmotivados, insatisfeitos, aviltados, ameaçados e - com toda a razão - revoltados. Com professores a quem se oferece um salário inicial que, no primeiro mundo, apesar da crise, corresponderia ao seguro-desemprego, ou ao que, em alguns países, os governos pagam aos mendigos que vivem na rua, para não morrerem de fome.

Não se faz educação politécnica com professoras e professores obrigados a trabalhar em duas e, por vezes, em até três escolas, levando para casa pilhas de trabalhos e de provas para corrigir, nas horas que sobram depois do fogão, do tanque, da vassoura e do ferro de passar. (E sobram?....)

O senhor Secretário de Educação, e o próprio Senhor Governador - ao que sei - são de formação socialista. Pois então eles deviam ter aprendido que as mudanças não acontecem só porque as imaginamos. Que as mudanças não se realizam porque foram escritas no papel. Ou porque figuram nos relatórios. Ou porque palavras bonitas enchem a boca de algumas matronas pedagógicas. Numa linguagem que eles conhecem, as mudanças não começam na superestrutura. Uma literatura, que o senhor Secretário deve ter lido, preconiza que as mudanças, para acontecerem, necessitam de condições objetivas, concretas. Simples e antigo: a semente não germina  em terra seca.

A educação politécnica de que eu tenho notíciais supõe escola de tempo integral. Supõe escolas com laboratórios bem equipados, nas diferentes áreas do conhecimento. Escolas com bibliotecas atualizadas, bem organizadas, geridas e atendidas por profissionais da área, e não por atendentes improvisados. A educação politécnica exige escolas e salas de aula com outra arquitetura.

A verdadeira educação politécnica não se faz sem oficinas e ambientes de trabalho dentro da própria escola. O trabalho, como princípio educativo, fundamento da escola politécnica, não se realiza na empresa privada capitalista. Os objetivos da empresa privada são outros. Sua lógica é outra. Os objetivos da educação politécnica não casam com os objetivos da empresa capitalista. O trabalho, na perspectiva da educação politécnica, busca desenvolver valores e formas de organização diferentes e, por vezes, opostos aos da empresa privada. Mais que procurar o  mundo do trabalho que fica fora da escola, com alunos borboleteando de empresa em empresa, a verdadeira educação politécnica preconiza que a própria escola se transforme num microcosmo laborativo, onde o jovem vai aprender, não os procedimentos específicos de uma determinada profissão, mas os fundamentos do trabalho que são o planejamento, a organização, a utilização racional dos recursos disponíveis, a permanente avaliação crítica do que foi feito, o respeito pelo meio ambiente, a cooperação, o uso da tecnologia e a inovação. E isso você pode fazer, por exemplo, com a limpeza da escola, com a conservação dos móveis e do prédio escolar, com a organização da biblioteca, com a horta escolar, com uma oficina de carpintaria. Os burocratas de plantão me dirão que essa escola não é possível. Podem até achar isso, mas não chamem de educação politécnica o que não lhe serve nem de arremedo.

A educação politécnica que eu conheço não visa preparar o aluno para o mercado do trabalho. Ela usa o trabalho como princípio educativo, como instrumento de formação para a vida, como fonte de conhecimento e como matéria-prima de crítica social das próprias relações de trabalho. A educação politécnica visa à preparação do cidadão, visa à formação humana em todas as suas dimensões: físico, mental, intelectual, afetivo, estético, político e prático, combinando estudo e trabalho.

A educação politécnica que eu conheço não substitui conteúdos fundamentais por seminários faz-de-conta. A não ser que se queira rebatizar uma dicotomia que já existe na educação brasileira desde D.João VI (aquele que fugiu de Napoleão): uma escola para os do andar de cima (paga) e uma escola para os do andar debaixo. E sendo para os do andar debaixo qualquer escola serve. Pode até ser uma educação politécnica de segunda categoria, mais barata, faz-de-conta, pela metade. Que, afinal, para os do andar debaixo o que importa é saberem ler, escrever e contar. Que mais querem?

Isso que aí está, com nome de educação politécnica, é engodo, é fraude. É vinho falsificado. Os próprios alunos, pelo menos os mais antenados, já estão se dando conta disso, de que estão sendo enganados, expropriados, fraudados. Se esse modelo de educação politécnica fosse realmente a sétima maravilha que apregoam, se fosse realmente uma escola de qualidade, esses mesmos burocratas que a conceberam, e que a querem implantar a qualquer custo, deveriam ser os primeiros a colocar seus filhos na escola pública. Mas, em geral, não é o que acontece: a escola politécnica é para os filhos dos outros; os meus vão para a escola privada. Vai falar em "capacitação profissional", em "preparação para o trabalho" em escolas privadas para ver o que acontece. Isto é para os do andar debaixo.

A exemplo de outras três reformas de ensino que, nos meus 44 anos de sala de aula, já sofri como professor, esse arremedo, esse simulacro de educação politécnica que estão nos impingindo, de forma autoritária, sem a mínima discussão, sem nenhum debate, sem ouvir realmente aqueles a quem mais o tema interessa, está fadado ao fracasso. Por uma razão muito simples: esse ensino dito politécnico, descaracterizado, deturpado, apequenado, distorcido, equivocado, empobrecido, nem vai preparar o aluno da escola pública para o mundo do trabalho nem vai  lhe dar condições para se apropriar dos conhecimentos de que necessita para aspirar a uma vaga numa boa universidade pública, num curso socialmente prestigiado.

A impressão que se colhe é a de que a única preocupação dessa reforma do ensino médio é  melhorar as estatísticas, baixar os índices de evasão e repetência, e preparar mão de obra barata para o voraz e selvagem mundo do mercado. E não pensem que estou aqui defendendo a escola tradicional, da saliva, da prova e do conteúdo pelo conteúdo. Os meus alunos sabem disso.

Não consigo entender como o Senhor Secretário de Educação, a quem eu conheci lá pelos idos de 80 como referência de pensamento socialista, esteja traindo seu passado e se comprometendo com uma proposta de educação politécnica tão reducionista, tão deturpada, tão equivocada. A pedido de quem? Atendendo a que interesses?

Pobre juventude!

RUI SARTORETTO é professor


Rematrículas nas escolas estaduais vão até o dia 31 de outubro

De 1º a 31 de outubro 


A rematrícula é indispensável para assegurar a vaga para 2014. O procedimento deve ser feito diretamente na escola pelos responsáveis ou pelo próprio aluno, quando maior de 18 anos. O comparecimento dos pais, ou do estudante maior de idade, na escola é importante para a atualização dos dados cadastrais do aluno.


Fonte: SEC

ENEM 2013


terça-feira, 8 de outubro de 2013

No próximo dia 10, em Porto Alegre, tem ato contra a criminalização dos movimentos sociais. Concentração às 18h, em frente ao Palácio Piratini.


Conselhão quer cautela na reforma do Ensino Técnico

Prós e contras da implantação do Ensino Politécnico pautaram reunião

Isabella Sander

JONATHAN HECKLER/JC
Eulalia pretende desfazer preconceitos contra o ensino politécnico
Eulalia pretende desfazer preconceitos contra o ensino politécnico
A Câmara Temática da Educação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, se reuniu ontem para continuar as discussões sobre a reforma que está sendo realizada no Ensino Médio no Estado. O grupo debateu os cuidados necessários para que essa reestruturação seja feita da maneira certa.

Conforme o secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo, a principal mudança é o aumento da carga horária. Com 200 horas/aula a mais por ano, os alunos desenvolveriam pesquisas. “O debate a respeito do Ensino Politécnico tem muito apoio, mas algumas resistências, o que é importante para as pessoas entenderem o que é. A resistência maior é do Cpers/Sindicato”, afirma.

O Ensino Politécnico foi uma das pautas dos protestos durante a greve dos professores, na primeira quinzena de setembro. De acordo com a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, o sindicato não reconhece o projeto como de educação politécnica. “É uma desestruturação o governo fazer os alunos de cobaia de um projeto que não tem relação com o que os professores querem”, diz. Ela questiona a falta de estrutura para realizar essas pesquisas, mas acha que, mesmo com isso, a proposta é “um equívoco no método, no mérito e na aplicabilidade”.

As técnicas da Secretaria da Educação (Seduc) Maria de Guadalupe Lima e Vera Maria Ferreira mostraram dados envolvendo o Ensino Politécnico, que buscaria pensar criticamente sobre o mundo, estabelecendo novos significados para ele e uma educação mais horizontal e humana. “Essa definição desmonta a ideia errada de que é uma educação voltada para o ensino profissionalizante”, destaca Maria. O projeto inclui formação continuada dos professores.

Elas apresentaram também dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que indicam que a aprovação de alunos gaúchos passou de 66,3%, em 2011, para 70,4%, em 2012. Além disso, o Estado deixou de ter a maior evasão escolar no Ensino Médio, indo do 27º para o 23º lugar.

Apesar da melhoria, Ronald Krummenauer, diretor executivo da Agenda 2020, alerta para a evasão escolar. “Os números melhoraram neste ano, mas é um pouco cedo para comemorarmos”. Uma questão apontada pelo professor Daniel Sebastiani, da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano, de Novo Hamburgo, é a necessidade de manter o processo, mesmo que o governo mude. “A integração ensino-pesquisa está correta. Mas, a partir disso, podemos questionar. Um dos problemas é o tempo do governo, porque a educação melhora a médio e longo prazo, e o debate com o corpo docente precisa continuar”, alerta.

A secretária adjunta da Educação, Maria Eulalia Nascimento, ressaltou a importância de desfazer os preconceitos com o Ensino Politécnico. “Só em 1988 a Constituição reconheceu a educação como um direito fundamental. Garantir um direito não é só ampliar vagas, mas ampliar a aprendizagem”, afirma. E destaca: “Quem não aderir, vai ficar pra trás, porque é um processo nacional. Precisamos que o professor retome sua autonomia, para decidir o que é necessário para garantir a educação básica”, diz.
Fonte: Jornal do Comercio

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CPERS/Sindicato apresenta nova campanha de denúncia


“Quem não cumpre a lei, nem suas promessas, deixa a educação assim”. Esse é o slogan da nova campanha de denúncia do governo Tarso, lançada no começo de outubro pelo CPERS/Sindicato. A campanha, que tem o objetivo de denunciar os ataques aos direitos da categoria e à educação pública, começa com a distribuição de outdoors em todas as regiões do Estado. Nesta primeira fase, ela também terá a instalação de cartazes nas escolas.

A realização da nova campanha foi deliberada na assembleia geral do dia 13 de setembro, quando a greve da categoria foi suspensa. Antes, no dia 26 de setembro, o sindicato marcou os mil dias sem o pagamento do Piso Salarial para os educadores da rede estadual. Faixas, banners, placas e outras peças publicitárias foram distribuídas em Porto Alegre. Para as cidades do interior, foram encaminhados cartazes para continuidade da contagem progressiva dos dias em que Tarso não cumpre a lei do Piso para professores e funcionários de escola.
Fonte: Site CPERS